Mostrar resultados de:
texto |
comunidades |
áudios |
| Foto/Autor | Título do Tópico | Descrição | Tags | comunidade | Horário | Comentários |
|---|---|---|---|---|---|---|
Clara Araújo |
violência contra a mulher: por que muitas sofrem caladas? | Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem... ver mais Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”. Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos. O que pode ser feito? As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica. A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres. Como funciona a denúncia Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor. Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la. Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante. Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos. FONTE: Portal Violência contra a Mulher LINK: http://www.violenciamulher.or...... << | mulher violência denúncia | Questão de gênero | 10/03/2009 18:04 | 0 |
Rosangela Fernandes |
violência Permitida | Em pleno ano de 2008 a violência sexual contra adolescentes ainda é um fato corriqueiro. Movimentos feministas acabam de publicar uma carta de repúdio a um texto publicado na revista Trip em que... ver mais Em pleno ano de 2008 a violência sexual contra adolescentes ainda é um fato corriqueiro. Movimentos feministas acabam de publicar uma carta de repúdio a um texto publicado na revista Trip em que o colunista, Henrique Goldman, assume ter tido relação sexual com sua empregada doméstica sem o consentimento da menina que tinha apenas 14 anos na época. O texto foi publicado no site Centro de Mídia Independente (www.midiaindenpendente.org) e o que é mais absurdo: inúmeros comentários foram postados considerando o fato normal. Esse é um tema que deve ser enfrentado e as posturas machistas e inaceitáveis combatidas com energia. Abaixo a íntegra da carta. Por uma mídia responsável e não-discriminatória CARTA ABERTA AO COLUNISTA HENRIQUE GOLDMAN E À REVISTA TRIP Por MOVIMENTOS FEMINISTAS As organizações e redes dos movimentos feministas, de mulheres, de comunicação e de direitos humanos subscritas manifestam seu total REPÚDIO e INDIGNAÇÃO diante do desrespeito e das violações de direitos praticadas pelo colunista Henrique Goldman e pela Revista TRIP com a publicação do texto 'Carta aberta para Luisa' (Edição impressa #170, de 29.09.2008), em que o referido colunista 'pede desculpas públicas à empregada da família com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos'. Para quem imaginava um 'pedido de desculpas públicas', o teor da coluna viola os princípios da normativa nacional e internacional de direitos humanos, especialmente o respeito à dignidade da pessoa humana, bem como qualquer parâmetro ético na comunicação. Reproduz na mídia padrões de conduta baseados na premissa da superioridade masculina e nos papéis estereotipados para o homem e a mulher, que legitimam e exacerbam a discriminação e violência contra todas mulheres, principalmentes contra as pobres e negras, como são em sua grande maioria as empregadas das famílias brasileiras. Sem qualquer avaliação ou responsabilidade no antecedente e no conseqüente, em relação ao que se publica e como se publica, ainda mais em se tratando de violência sexual contra as empregadas domésticas, o que envolve a discriminação e violência de gênero, classe e étnico-racial, a Revista TRIP e o colunista, somente em 10.10.2008, e após um turbilhão de manifestações indignadas, justificam na internet tratar-se 'de um texto de ficção', pedem desculpas 'por não ter apontado o caráter ficcional do texto' e dizem considerar 'inaceitável qualquer forma de assédio ou violência sexual'. Convidamos àquelas organizações, redes, entidades e movimentos sociais que assim o desejem, a se unirem em uma manifestação de repúdio e indignação, bem como pedido de retratação pública, divulgando e assinando até esta quinta feira (16/10/2008), a Petição Online. Leia a carta na íntegra Inobstante tal 'justificativa', revistas como a TRIP e quaisquer outros meios de comunicação não podem seguir se furtando às suas responsabilidades sociais com o teor do que veiculam, pois são conhecedoras do poder que têm, da polêmica que geram e, com isso, do quanto mais vendem e ganham às custas da humilhação da dignidade alheia, diga-se, em especial, das mulheres. Isso beiraria à leviandade e má-fé. A 'Carta aberta para Luisa', fictícia ou não, evidencia: 1. a banalização da violência contra as mulheres; 2. a utilização da violência contra as mulheres como produto, para auferir lucro; 3. a compreensão da violência sexual contra as mulheres como uma ação de menor dano, a ponto de ser tratada com deboche pelo autor. A coluna de Goldman não apenas evidencia a banalidade da violência contra a mulher mas o quanto o seu autor não parece reconhecer que a (es)história contada configura o 'concurso de pessoas', na prática do crime de estupro, previsto no art.213 do Código Penal, cuja pena varia de seis a dez anos de reclusão, e a trata de forma rasteira e leviana. 'Transar contra a vontade dela' nada mais é do que um eufemismo para o conhecido verbo 'estuprar'. Acrescente-se ao caso mais uma circunstância agravante, prevista no artigo 61, 'f' do nosso Código Penal: 'com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade'. Ademais, esperar que 'Luisa' possa 'rir do que aconteceu' mostra o quanto essas práticas violentas ainda são tratadas como piadas no Brasil ? apesar da conquista da Lei Maria da Penha. O mais provável é que nenhuma 'Luisa', e nenhuma outra mulher que sofre uma violência dessa natureza, jamais conseguirá rir do que aconteceu e esse trauma a acompanhará por toda a vida. Certamente, ela se lembra muito bem do autor da violência. O autor, além de caracterizar um 'patético pedido de desculpas' em uma 'nova violação de direitos', sequer foi capaz de ir além, deixando alguns questionamentos sobre o final dessa história. 'Luisa' continuou trabalhando na casa? Seria obrigada a ver o seu patrão/agressor todos os dias? Ela foi demitida por alguma razão não dita? Ela engravidou do Henrique ou de seu amigo Adalberto? Será que teve que fazer um aborto? Pior do que a hipocrisia do texto é saber que a Revista TRIP compartilha das mesmas opiniões, não só ao publicá-lo mas ao apresentar o colunista como aquele que se tornou 'mais jeitosinho com as mulheres ao longo dos anos'. Repugnante, lamentável e igualmente violento. E ao justificar-se como texto ficcional, retiram essa qualificação. Os danos, no entanto, já foram causados. Agora cabe repará-los. Por isso, as organizações, entidades e movimentos sociais abaixo-assinados solicitam a publicação desta Carta Aberta na próxima edição de TRIP, entendendo que cabe a essa revista e ao colunista Henrique Goldman uma RETRATAÇÃO PÚBLICA formal, não somente às 'Luísas' que representam as mulheres que sofrem ou sofreram alguma forma de violência sexual mas a toda a sociedade brasileira que não compactua com esse tipo de mídia veiculada e não tolera esses atos criminosos, de discriminação e violência de gênero, classe e étnico-racial, produzidos e reproduzidos cotidianamente. Que a violência e a violação de direitos humanos sejam reconhecidas e assumidas. Não se trata de uma 'bad trip' ou de um texto infeliz mal interpretado; trata-se de misoginia, machismo, sexismo, racismo, classismo, discriminação, falta de compreensão das violências estruturais e seus mecanismos de reprodução, ofensa à dignidade humana, e não só de uma pessoa. Isso afeta e molda a cultura de toda uma sociedade. Sociedade esta que queremos transformar, para que seja mais igualitária, justa e democrática. A Carta Aberta ao colunista Goldman e à Revista TRIP - POR UMA MÍDIA RESPONSÁVEL E NÃO-DISCRIMINATÓRIA - deverá será enviada nesta sexta-feira (17/10/2008) a ambos somente com a assinatura das organizações, redes, entidades e movimentos sociais, pois solicitamos que a mesma seja publicada na próxima edição da Revista. Entendemos, também, que a título individual várias pessoas desejem assiná-la, mas esperamos a compreensão de todas/os pelo fato de que o encaminhamento será feito com as assinaturas institucionais para tentar viabilizar uma 'possível' publicação na revista e por uma questão de posicionamento político da sociedade civil organizada também. Assinaturas individuais, por suposto, seguirão constando. De qualquer forma, a petição encontra-se online, nos termos do texto abaixo. Solicitamos sua adesão e divulgação para coletarmos o máximo de assinaturas institucionais. ... << | violência | Exploração Sexual | 10/11/2008 10:38 | 0 |
Alana Austin |
Queixas de violência contra a mulher aumenta 112% em 2010 | Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking com 47.107 atendimentos, seguido pela Bahia com 32.358 iG São Paulo | 03/08/2010... ver mais Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking com 47.107 atendimentos, seguido pela Bahia com 32.358 iG São Paulo | 03/08/2010 17:23 http://ultimosegundo.ig.com.b... Relatos de violência contra a mulher aumentaram 112% de janeiro a junho deste ano comparando-se com o mesmo período do ano passado. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), registrou 343.063 atendimentos contra 161.774. As ameaças foram verificadas em 8.913 situações. É a segunda maior manifestação de crime relatado pelas mulheres que acessam a Central, precedida apenas pelo crime de lesão corporal. Das pessoas que entraram em contato com o serviço, 14,7% disseram que a violência sofrida era exercida por ex-namorado ou ex-companheiro, 57,9% estão casadas ou em união estável e em 72,1% dos casos as mulheres relatam que vivem junto com o agressor. Cerca de 39,6% declararam que sofrem violência desde o início da relação; 38% relataram que o tempo de vida conjugal é acima de 10 anos; e 57% sofrem violência diariamente. Em 50,3% dos casos, a mulheres dizem correr risco de morte. Os crimes de ameaça somados à lesão corporal representam cerca de 70% dos registros do Ligue 180. Ranking nacional Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking com 47.107 atendimentos, seguido pela Bahia com 32.358. Em terceiro lugar aparece o Rio de Janeiro com 25.274 dos registros. A procura pelo Ligue 180 é espontânea e o volume de ligações não se relaciona diretamente com a incidência de crimes ou violência. Quando considerada a quantidade de atendimentos relativos à população feminina de cada Estado, o Distrito Federal é a unidade da federação que mais entrou em contato com a Central, com 267 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Em segundo lugar aparece o Tocantins com 245 e em terceiro, o Pará, com 237. Do total de informações prestadas pela Central (67.040), 50% correspondem à Lei Maria da Penha (33.394). Durante os quatro anos de existência, o Ligue 180 registrou 1.266.941 atendimentos. Desses, 30% correspondem a informações sobre a legislação (371.537). Dos 62.301 relatos de violência, 36.059 correspondem à violência física; 16.071, à violência psicológica; 7.597 à violência moral; 826 à violência patrimonial; e 1.280 à violência sexual, além de 229 situações de tráfico e 239 casos de cárcere privado. A maioria das mulheres que ligam para a Central tem entre 25 e 50 anos (67,3%) e com nível fundamental (48,3%) de escolaridade. E a maioria dos agressores tem entre 20 e 45 anos (73,4%) e com nível fundamental (55,3%) de escolaridade. Leia mais sobre: violência contra mulher •... << | Nenhuma | Rede de Mulheres da AMARC Brasil | 04/08/2010 16:07 | 0 |
Lielle Serafim |
As vítimas da violência têm idade, classe social e cor | como poderiam os oprimidos dar início à violência, s eles são o resultado de uma violência anterior?", questiona Paulo Freire. Surpreendentemente, a juventude é encarada como protagonista da... ver mais como poderiam os oprimidos dar início à violência, s eles são o resultado de uma violência anterior?", questiona Paulo Freire. Surpreendentemente, a juventude é encarada como protagonista da violência do país. A inversão dos fatos assombra, sendo que , na maioria das vezes, ela é o oposto: a grande vítima das violências. Para além da violência física cometida pelos governos repressivos, o racismo, o machismo, a homofobia e a discriminação com a juventude são expressões da violência psicológica contras as ditas minorias sociais, os principais alvos da segregação social: mulheres, negros, indígenas, homossesuais, empobrecidos e jovens. "Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado" A nossa história está marcada pela violência contra os mais fracos. Por isso ainda reflete o extermínio. Ela se inicia com o massacre de índios, com a exploração da mulher pelo homem, com a escravidão dos negros, concebidos como coisa, não gente. Segundo o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros - 2008, entre 1996 e 2006 o índice de homicídios na população jovem teve um aumento de 31,3%, enquanto na população total foi 20%. A pobreza tem cor, e no Brasil ela é negra. Os negros apresentam um índice de vitimização 73,1% superior aos brancos na população total e 85,3% superior a juventude. A violência contra os povos indígenas, ocorrida entre os anos de 2006 e 2007, aumentou mais 60%, sendo a maioria jovens. A falta de demarcação das terras indígenas continua a ser o principal problema gerador de conflitos. Sete milhões de jovens brasileiros, o dobro da população do Uruguai, não trabalham nem estudam. Se verificarmos a faixa etária nos presídeos brasileiros, como afirma a Pastoral Carcerária, vamos constatar que os presos são, em geral, jovens, pobres, analfabetos e negros. A CNBB, no Texto - Base da Campanha da Fraternidade de 2009, alerta - nos para as injustiças geradas ao associar pobreza à violência. Vemos que ela se manifesta em todas as camadas sociais, embora seja a classe pobre que mais sofre com a discriminação, sobretudo os jovens que, muitas vezes são rotulados como delinquentes, excluídos e marginalizados. Extermínio da Juventude. Os jovens estão sendo exterminados dentro e fora dos presídios. Só no Distrito Federal, segundo dados do Ministério Público, entre 2003 e 2005, 178 jovens foram mortos enquanto cumpriam media socioeducativa. A realidade das penitenciárias brasileiras desumaniza a maioria que não tem poder político ou econômico que lhes assegure gozar de privilégios. Ao invés de reabilitar, funcionam como escolas do crime e promovem a violência. A juventude, seja ela negra, indígena, branca, mulher, homen, homo e heterossexual, trabalhadora e desempregada, estudante e sem escola/universidade, é capaz de reverter a lógica da violência, da exclusão étinica e social. Organizar - se, ocupar os espaços, movimentar as cidades, o campo, as escolas; reivindicar direitos, propor mudanças estruturais e urgentes, ideológias e objetivas. Somente a própria juventude é capaz de combater a violências que as exterminam. Por acreditar nisso, as Pastorais da Juventude do Brasil (PJB) estão promovendo em todo país uma grande campanha contra violência e o extermínio de jovens, em consonância com a Campanha da Fraternidade de 2009 que propõe debate sobre a segurança pública. Todos são convocados a entrar nessa luta pela defesa da vida! Tábato Silveira - Estudante de Direito, Secretária Nacional da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). Maria Aparecida J. Silva - Bacharel em teologia e articuladora nacional da Pastoral da Juventude do Brasil, PJB. Revista Mundo Jovem. ... << | raças classes sociais jovens | Questões Raciais | 10/03/2009 14:21 | 0 |
Rosangela Fernandes |
HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES | Os homens entram na luta pelo fim da violência contra mulheres. No Rio de Janeiro, uma mobilização está marcada para o próximo domingo, mas cidadãos e cidadãs de todo o Brasil podem participar pela... ver mais Os homens entram na luta pelo fim da violência contra mulheres. No Rio de Janeiro, uma mobilização está marcada para o próximo domingo, mas cidadãos e cidadãs de todo o Brasil podem participar pela internet. Saiba como lendo o texto do Instituto Noos e do Instituto Promundo. ------------------------------------------------------------------------------------ O Instituto Noos e o Instituto Promundo, membros da Rede de Homens pela Equidade de Gênero, como parte das atividades dos 16 dias de ativismo pela Eliminação da Violência contra a Mulher, estarão promovendo uma sensibilização da população para os objetivos da Campanha Brasileira do Laço Branco e convidam a todos(as) para participar. Este ano estaremos também coletando assinaturas para a Campanha Homens Unidos pelo fim da Violência contra as Mulheres que conta com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. Também é possível assinar o abaixo assinado e no endereço http://www.homenspelofimdavio... Data: Domingo, 14/12/2008. Hora: das 10 às 13 horas Local: Calçadão da praia de Copacabana, em frente à Rua Constante Ramos (Posto 4) Parceiro no evento: Rio Mulher A Campanha do Laço Branco foi lançada originalmente no Canadá, em memória do dia 6 de dezembro de 1989, quando 14 mulheres foram assassinadas na Escola Politécnica de Montreal, pelo simples fato de serem mulheres e estarem estudando num reduto tradicionalmente masculino. A partir daí grupos de homens e mulheres passaram a utilizar o período do dia 25 de novembro (Dia Internacional da Erradicação da Violência contra a Mulher) ao dia 6 de dezembro para distribuir laços brancos a outros homens como símbolo desse compromisso de não violência contra as mulheres. O objetivo geral da Campanha do Laço Branco, realizada em diversos países, é sensibilizar e mobilizar instituições e os homens em geral no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Mais especificamente, a meta da campanha é mudar atitudes e comportamento dos homens para que: Ø se vejam como aliados nas iniciativas para eliminar a violência contra mulheres; Ø não se calem diante deste tipo de violência; Ø usem outras maneiras para resolver conflitos ao invés da violência. PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM! Mais informação sobre o Noos, o Promundo e a campanha podem ser obtidas nos sites: http://www.lacobranco.org.br/ www.noos.org.br www.promundo.org.br... << | Nenhuma | Criar Brasil | 09/12/2008 11:47 | 0 |
Tatiane Cardoso |
Cartilha "Impacto da violência na Saúde das Crianças e Adolescentes - Prevenção de Violências e Promoção da Cultura de Paz" | Fonte: Agência Brasil 27.11.08 - Brasil Cartilha incentiva luta contra violência sexual infanto-juvenil O Ministério da Saúde lançou no dia 25 de novembro a Cartilha "Impacto da Violência na... ver mais Fonte: Agência Brasil 27.11.08 - Brasil Cartilha incentiva luta contra violência sexual infanto-juvenil O Ministério da Saúde lançou no dia 25 de novembro a Cartilha "Impacto da Violência na Saúde das Crianças e Adolescentes - Prevenção de Violências e Promoção da Cultura de Paz". O lançamento ocorreu durante a abertura do III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu no Rio de Janeiro. Elaborado por técnicos das áreas de Saúde da Criança, do Adolescente e da Mulher, o texto traz informações sobre as formas de violências sexual, a rede de serviços disponíveis nos estados e municípios, além de dicas de como perceber os sinais da violência sexual. O documento faz parte do trabalho realizado nos municípios com o objetivo de acabar com o abuso e a exploração infantil e sua tiragem inicial será de três mil exemplares Com a cartilha, o Ministério pretende informar a população sobre o que fazer diante da constatação de um caso e como abordar a criança e o adolescente. Entre as dicas, estão: promover ações de sensibilização e mobilização na defesa da causa; conversar com crianças e adolescentes orientando-os sobre os riscos da violência no cotidiano e suas formas de prevenção; adotar posturas proativas frente a qualquer situação de violência; debater o assunto nas escolas, comunidades, família, serviços de saúde, dentre outros setores da sociedade. Segundo técnicos do Ministério da Saúde, a ameaça aos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente causa grande impacto na saúde da população e acarreta altos custos econômicos e sociais para o Estado e para as famílias. Com a violência, crianças e adolescentes acabam perdendo anos potenciais de vida. Em 2006, os acidentes e as violências foram responsáveis por 124.935 óbitos, representando 13,7% do total de mortes por causas definidas, configurando-se como a primeira causa de morte entre os adolescentes e crianças a partir de 1 ano de idade no Brasil. De acordo com os dados da Cartilha, em adolescentes de 10 a 19 anos, as violências (52,9%), seguidas pelos acidentes de transporte (25,9%) e afogamentos (9,0%), são as principais causas de óbito nessa faixa etária. Esse perfil se repete nos adolescentes de 15 a 19 anos, no qual 58,7% dos óbitos foram por violências. Dados coletados no período de 2006 e 2007 pelo sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) revelam que, entre crianças de 0 a 9 anos a violência sexual foi a principal causa de atendimentos nos serviços de referência de violências. Dos 1.939 registros de violência contra crianças, 845 (44%) foram por violências sexuais. A cartilha também fala a respeito dos motivos pelos quais as violências contra crianças e adolescentes são encobertas. Entre as causas, encontram-se: medo de denunciar; aceitação social da violência contra crianças e adolescentes utilizada como justificativa de "educar"; e invisibilidade da violência quando os serviços de escuta não estão preparados para o acolhimento e atendimento da criança e do adolescente. Reconhecendo a problemática do impacto da violência na saúde da população jovem, o Ministério da Saúde instituiu a Política de Atenção Integral à Saúde do Adolescente e do Jovem, como uma prioridade para o pleno desenvolvimento do país. A política se baseia em três eixos principais: crescimento e desenvolvimento, saúde sexual e saúde reprodutiva e prevenção às violências. Entre outras políticas implementadas pelo MS no combate à violência, estão: a Rede Nacional de Prevenção de Violência, Promoção da Saúde e Cultura de Paz para o enfrentamento da violência; fortalecimento das ações de intervenções locais; inclusão dessa temática na agenda política, bem como a melhoria da qualidade da informação, entre outros. Para acessar a cartilha clique no link: http://189.28.128.100/portal/...... << | cartilha criança adolescente direitos violência | Estatuto da Criança e do Adolescente | 09/12/2008 11:42 | 0 |
Fernanda PE |
31 de Março -Vigilia de combate a violência contra a mulher | Dia 31 de Março 2009 A amunam em parceria com a coordenadoria da mulher estará realizando a vigilia de combate a violência contra a Mulher. Dia 31 de Março 2009 A amunam em parceria com a coordenadoria da mulher estará realizando a vigilia de combate a violência contra a Mulher. | Nenhuma | Amigos do Rádio | 24/03/2009 11:58 | 0 |
Criar Brasil |
Rede de Cidadania - Mulher, respeito, violência | O terceiro CD do Rede de Cidadania já está no Radiotube. E, nele, você vai encontrar um programa e uma radionovela com o tema: Mulher, respeito, violência. Os áudios estão na Comunidade e no... ver mais O terceiro CD do Rede de Cidadania já está no Radiotube. E, nele, você vai encontrar um programa e uma radionovela com o tema: Mulher, respeito, violência. Os áudios estão na Comunidade e no perfil do Criar. http://www.radiotube.org.br/i... - Comunidade http://www.radiotube.org.br/i... - Perfil Abraços!... << | Nenhuma | Questão de gênero | 22/09/2008 10:57 | 1 |
Adriany Gualberto |
Agressões são responsáveis por 87% das violências | Em 35 municípios brasileiros, do total de atendimentos por violências e maus tratos, 72% foram praticados por familiares Dados do Sistema de Vigilância de Violências e... ver mais Em 35 municípios brasileiros, do total de atendimentos por violências e maus tratos, 72% foram praticados por familiares Dados do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), do Ministério da Saúde, de 35 municípios em 27 estados brasileiros mostram que, em 2006, foram realizados um total de 46.531 atendimentos de violências e acidentes em serviços de urgência e emergência nessas cidades. Desses, 89,6% (41.677) foram devido a acidentes (sobretudo de trânsito e quedas) e 10,4% (4.854) a casos de violência. Com o Viva, foi possível traçar um perfil da violência e acidentes nos serviços de urgências e emergências nesse conjunto de municípios. ... << | agressões são responsáveis por 87 das violências | Chance à Paz | 05/03/2009 10:09 | 0 |
Adriana Maria |
Por mim, por nós e pelas outras - Não à violência contra a mulher | Diante dos últimos casos de violência contra as mulheres, a Articulação de Mulheres Brasileiras - Rio e Casa da Mulher Trabalhadora atualizam o manifesto POR MIM, POR... ver mais Diante dos últimos casos de violência contra as mulheres, a Articulação de Mulheres Brasileiras - Rio e Casa da Mulher Trabalhadora atualizam o manifesto POR MIM, POR NÓS E PELAS OUTRAS NÃO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, que foi feito no Caso da Jovem Eloá e assinado por várias instituições na época. A ideia é contar com a mesma mobilização neste momento, pois não podemos ficar caladas diante da violência e assassinato das mulheres O manifesto já está no Petition Online para facilitar o processo de adesões: http://www.petitiononline.com... Haverá ainda a partir do manifesto, uma mobilização de rua aqui no Rio de Janeiro. Portanto, TODAS estão convidadas para a Plenária de organização do ato de rua no dia 08 de julho as 18:00hs na CAMTRA - Casa da Mulher Trabalhadora - Rua da Lapa, 180 8º andar sala 806 - LAPA - Perto da ACM É SUPER IMPORTANTE E URGENTE A PRESENÇA DE TODAS!!! FONTES: Rogeria Peixinho -Articulação de Mulheres Brasileiras/RJ Iara Amora - CAMTRA - Casa da Mulher Trabalhadora ... << | gênero violência mulher | Rede de Mulheres da AMARC Brasil | 07/07/2010 11:35 | 0 |
Paulo Marcos |
Cantores baianos lançam campanha contra violência sexual | Paulo Marcos, com informações do Ministério Público pm@paulomarcos.com Desta vez com o apoio dos cantores Bell Marques, Durval Lélys e Margareth Menezes, o Ministério Público baiano lançará... ver mais Paulo Marcos, com informações do Ministério Público pm@paulomarcos.com Desta vez com o apoio dos cantores Bell Marques, Durval Lélys e Margareth Menezes, o Ministério Público baiano lançará nesta quarta-feira (4), às 14h30, a campanha 'Violência Sexual: Quem não denuncia também violenta'. Estrelada em 2008 pela cantora Cláudia Leitte (que virou mamãe no mês passado), este ano a campanha traz os vocalistas das bandas Chiclete com Banana e do Asa de Águia e a comandante do bloco 'Os Mascarados' incentivando o público a denunciar os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes através do 'Disque 100'. “Agora é a sua voz que a gente quer ouvir”, convocam eles. ... << | carnaval bahia campanha violência sexual | Carnaval | 03/02/2009 17:19 | 0 |
Camila Machado |
Colégio do Ceará é referência no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes | Por meio da mobilização e da conscientização da comunidade escolar e da sociedade em geral, o Colégio Marista, da cidade de Aracati, no Ceará, ganhou o Prêmio Nacional de Educação em Direitos... ver mais Por meio da mobilização e da conscientização da comunidade escolar e da sociedade em geral, o Colégio Marista, da cidade de Aracati, no Ceará, ganhou o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, com o projeto Enfrentamento ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes. Aracati, localizada na região nordeste do estado do Ceará, a 152 km de Fortaleza, é conhecida pelas suas belas praias e pelo grande fluxo de turistas durante o período de alta-estação. Se por um lado o turismo oferece benefícios para a economia da região, por outro acarreta graves problemas sociais como a exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo dados levantados pelo Centro de Referência Especializado da Assistência Social de Aracati (CREAS), de janeiro de 2006 até junho de 2008 o município detectou 275 casos de violência contra crianças e adolescentes, sendo 55 de violência sexual. É nesta triste realidade que o Colégio Marista busca intervir, ao ampliar a discussão sobre o tema, de modo a instigar o sentimento de responsabilidade e combater a problemática. "O Colégio assumiu essa bandeira e virou referência no combate à exploração sexual contra crianças e adolescentes", explica o diretor do Colégio, Jair Emerson da Silva. "Os alunos estão cada vez mais empenhados em transmitir aquilo que aprenderam. violência sexual tem que ser combatida. Ajudamos a conscientizar as pessoas mostrando que elas têm a quem recorrer", destaca. Fonte: http://minhanoticia.ig.com.br...... << | Nenhuma | Estatuto da Criança e do Adolescente | 01/03/2009 21:36 | 0 |
Fernanda PE |
Mulheres vão às ruas no dia da eliminação da violência | Mulheres vão às ruas no dia da eliminação da violência Do JC OnLine Com informações da Agência Brasil Mais de 150 países celebram nesta terça-feira (25) o Dia Internacional pela Eliminação... ver mais Mulheres vão às ruas no dia da eliminação da violência Do JC OnLine Com informações da Agência Brasil Mais de 150 países celebram nesta terça-feira (25) o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. No Recife, o movimento de mulheres vai às ruas para reivindicar a implementação da Lei Maria da Penha e a ampliação dos serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência. A Praça da Independência será ocupada durante todo o dia por atividades educativas, uma audiência pública com a participação de gestores e da população e uma caminhada em direção ao Palácio da Justiça. Serão fixadas em um grande varal 245 pipas com os nomes das mulheres assassinadas até o dia 18 deste mês. No Rio de Janeiro, a data será lembrada no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, com palestras sobre violência doméstica. Também será apresentado um vídeo com o caso da empregada doméstica Sirley Dias, espancada em 2007 na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, por cinco jovens. Em São Paulo, está programada para as 15h ação da Marcha Mundial das Mulheres Contra a Violência. Será às 15h, na Praça Matriarca (oficialmente Patriarca), em frente à prefeitura. ... << | Nenhuma | Amo o Rádio! | 25/11/2008 08:21 | 0 |
Clara Araújo |
10 de Outubro - Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher | Vocês sabiam que dia 10 de outubro comemora-se o Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher? Pois é. Tudo começou em 1980 quando um grupo de mulheres se reuniu nas escadarias do Teatro... ver mais Vocês sabiam que dia 10 de outubro comemora-se o Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher? Pois é. Tudo começou em 1980 quando um grupo de mulheres se reuniu nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para protestar contra o índice crescente de crimes contra mulheres em todo o país. Essas mulheres exigiam, além da implementação de políticas públicas e reformulação do Código Penal, visibilidade aos milhares de casos de ameaças, constrangimentos, espancamentos, estupros, assassinatos bárbaros esquecidos no anonimato da esfera doméstica, por serem cometidos, na sua grande maioria, por companheiros, parentes próximos e/ou conhecidos e, por isso também, não denunciados. Agora, será que, 28 anos depois dessa primeira movimentação, o respeito à mulher aumentou? Nossos direitos já são mais respeitados? E o nosso lugar na sociedade, qual é? Abraços! ... << | Nenhuma | Questão de gênero | 06/10/2008 11:02 | 0 |
Fernanda PE |
Profissionais de saúde buscam identificar casos de violência | Profissionais de saúde buscam identificar casos de violência Publicado em 11.12.2008, às 07h45 Roseanne Albuquerque Núcleo SJCC/Petrolina Profissionais da área de saúde se reúnem nesta... ver mais Profissionais de saúde buscam identificar casos de violência Publicado em 11.12.2008, às 07h45 Roseanne Albuquerque Núcleo SJCC/Petrolina Profissionais da área de saúde se reúnem nesta sexta-feira (12), durante toda a manhã, no auditório da 8ª Gerência Regional de Saúde (Geres), em Petrolina, Sertão de Pernambuco, durante o I Fórum Social do IMIP/Dom Malan. O objetivo é capacitar os profissionais da área na identificação, notificação e encaminhamento de casos de violência doméstica e sexual praticadas contra crianças e adolescentes. Dados do Ministério da Saúde apontam que, dentre as principais causas de morte de crianças a partir dos cinco anos, está a violência. "Por isso mesmo vamos capacitar os profissionais de saúde para dar cumprimento ao que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina que os casos de suspeita ou de maus tratos devem ser comunicados - obrigatoriamente - ao conselho tutelar", explica a coordenadora do setor de Serviço Social do IMIP, Carla Teóphilo. O tema do evento é "Violência Contra Crianças e Adolescentes, um olhar da saúde". ... << | violência | Exploração Sexual | 11/12/2008 08:42 | 0 |
Clara Araújo |
Autoridades ainda resistem a condenar tortura no Brasil, diz relatório | O Relatório sobre Tortura: uma Experiência de Monitoramento dos Locais de Detenção para Prevenção da Tortura, elaborado pela Pastoral Carcerária,... ver mais O Relatório sobre Tortura: uma Experiência de Monitoramento dos Locais de Detenção para Prevenção da Tortura, elaborado pela Pastoral Carcerária, mostra que juízes e promotores ainda resistem a combater esse tipo de prática no Brasil. De acordo com o documento, as denúncias dos presos raramente são levadas a sério. A Agência Brasil teve acesso à integra do relatório, que será divulgado na próxima segunda-feira (2). “Fica patente que as autoridades competentes para investigar, processar e condenar os torturadores – juízes, delegados de polícia e promotores de Justiça – geralmente têm pouca ou quase nenhuma motivação para fazer cumprir a lei e as obrigações assumidas pelo Estado brasileiro de debelar e prevenir a tortura”, diz o documento. Leia também: De acordo com o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho, a entidade denunciou 211 casos de tortura entre 1997 e 2009. Porém, a maioria dos torturadores não sofreu punições. “Os juízes e promotores acham que estão enfraquecendo a autoridade pública. O que o criminoso diz é sempre mentira. Em vez de julgar com isenção, eles preferem julgar a favor do agente público”, disse. Para José de Jesus Filho, o sistema prisional passa por um momento crítico. “Há uma tensão entre agentes públicos que ainda carregam a tradição ditatorial e praticam a tortura e aqueles que querem mudar isso e se colocam contra esse tratamento cruel”, afirmou o assessor jurídico, que coordenou a elaboração do relatório. O documento contém um trecho da pesquisa da coordenadora-geral da Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura (Acat-Brasil), Maria Gorete de Jesus. A entidade analisou 51 processos criminais de tortura na cidade de São Paulo, no período de 2000 a 2004. Dos 203 réus, 127 foram absolvidos, 33 foram condenados por tortura e 21 por outros crimes (lesão corporal ou maus-tratos). “O que significa dizer que apenas 18% foram condenados e 70% foram absolvidos. Dos 203 réus, 181 eram agentes do Estado acusados de crime de tortura. Entre os 12 civis acusados, a metade foi condenada”, afirma o relatório. Segundo o documento, nos casos de tortura envolvendo agentes do Estado, a produção de provas é frágil e o corporativismo policial interfere diretamente na apuração das denúncias. Além disso, o governo raramente coloca em prática os mecanismos internacionais contra tortura ratificados pelo Brasil. “Nas sentenças é comum encontrar questionamentos quanto às lesões constatadas na vítima, colocando em dúvida não somente a palavra da pessoa agredida, mas também a autoria do crime. Chega-se ao ponto de dizer que a própria vítima teria sido responsável pelos ferimentos”, diz o texto. A Pastoral Carcerária registrou casos de tortura em 20 Estados brasileiros, sendo o maior número de casos em São Paulo (71), no Maranhão (30), em Goiás (25) e no Rio Grande do Norte (12). De acordo com o coordenador nacional da Pastoral Carcerária, padre Valdir João Silveira, em alguns estados, as equipes ainda não estão treinadas para fazer o levantamento de dados e o acompanhamento dos casos. “[Os dados] foram levantados por agentes da Pastoral Carcerária, pessoas que semanalmente vão aos presídios para evangelizar e catequizar, mas, perante a violência nos presídios, buscam também o direito das pessoas que estão aprisionadas, que o Estado está tratando com tortura e maus-tratos.” Fonte: Agência Brasil... << | violência violência policial tortura | Direitos Humanos | 27/07/2010 12:34 | 0 |
Marina Vianna |
Cordel "O CASO ELIZA SAMUDIO E O MACHISMO TOTAL | Salete Maria, doutoranda do PPGNEIM (Programa de Pós -Graduação do NEIM), demonstrou a sua indignação sobre o caso Eliza Samudio através do cordel de... ver mais Salete Maria, doutoranda do PPGNEIM (Programa de Pós -Graduação do NEIM), demonstrou a sua indignação sobre o caso Eliza Samudio através do cordel de sua autoria que segue abaixo: O caso Eliza Samudio Que tem chocado o Brasil Emerge como prelúdio De um grande desafio: *Exortar nossa Justiça* *Pra deixar de ser omissa* *Ante o machismo tão vil!* Trata-se de um momento De grande reflexão Pois não basta só lamento Ou alguma oração *É hora de provocar* *Propondo um outro olhar* *Sobre processo e ação* Saiu na televisão Rádio, internet e jornal Notícia em primeira mão Toda manchete é igual: Ex-amante de goleiro (Aquele cheio de dinheiro!) Sumiu sem deixar sinal Muita especulação - discurso de autoridade- Uns dizem que é armação Outros dizem que é verdade Polícia e delegacia Justiça e promotoria: Fogueira de vaidades! Mei-mundo de advogados Investigação global Cada um no seu quadrado Falando em todo canal *Subjacente a tudo* *Um peixe muito graúdo:* *Androcentrismo total!* A mídia fala em Bruno Eliza e gravidez Flamengo, orgia e fumo -esta é a bola da vez!- Tem muito 'especialista' Em busca de alguma pista Pra ser o herói do mês *E a história se repetindo* *Mudando apenas o nome* *Outra mulher sucumbindo* *Sob ameaça dum homem* *Uma vida abreviada* *Cuja morte anunciada* *A estatística consome* Assim é a violência Lançada sobre a mulher Ela pede providência E cara faz o que quer Mas a Justiça, que é lerda, Machista, 'fazendo merda' Vem com papo de mané E oito meses depois Da 'denúncia' inicial Que é o feijão com arroz Do distinto tribunal Nadica de nada existe Mas autoridade insiste Que isto, sim, é normal: “A culpa é do Instituto Que não mandou o exame” - isto soa como insulto e daqueles mais infame- Não era caso de urgência? -tenha santa paciência!- Para que serve um ditame? A moça buscou amparo Na Justiça do país Agiu correto, é claro E esperou do juiz O tal reconhecimento Sobre o pai do seu rebento Tendo a vida por um triz Também fez comunicado Ao campo policial Dizendo que o namorado Praticou crimes e tal *Buscou as vias legais* *Enfrentou feras reais* *Terá sido este o seu mal?* Mesmo com a delegacia Dita especializada E com toda a apologia De uma Lei avançada *Faltou ter a ruptura* *Com aquela velha cultura* *De que a mulher é culpada* E o cumprimento legal No caso, muito importante Seria mais um arsenal Para enfrentar o gigante *Mudar a mentalidade* *De nossas autoridades* *É fator preponderante* E para que isto ocorra Entre outra alternativa Antes que mais uma morra E o caso fique à deriva *É preciso compreender* *Que Justiça é pra fazer* *Enquanto a mulher tá viva!* Sei que nada justifica Que haja tanta demora E enquanto o caso complica A vítima 'já foi embora' *Sem medida protetiva!* *Sequer prisão preventiva!* *Quanto inoperância aflora!* Se o exame era necessário À elucidação do crime O Estado-perdulário Neste campo fez regime Ficando no empurra empurra No velho: ''mulher é burra, e joga no outro time” Todo crime tem problemas De toda diversidade Assim como há esquemas Também há dificuldades Mas pra mim é evidente Que o machismo presente Premia a impunidade Machismo compartilhado Por gente de toda cor Do goleiro ao empregado Do primo ao executor Autoridades também Implicitamente têm Um machismo inspirador Cada 'doutor' se expressa Centrado no garanhão É o mote da conversa: Fama, grana e traição Ao se referir a ela Falam da menina bela Que fez filme de tesão Falta a compreensão Da questão relacional Gênero, classe, profissão Cor e status social O processo é narrativa Que emerge da saliva Falocêntrica-legal E ainda que alguns digam “Oh, Eliza, coitadinha” E suas doutrinas sigam Desvendando pegadinhas *A escola dogmática* *Do direito-matemática* *Perpetua ladainhas* *Processo judicial* *Só serve para punir?* *Havia tanto sinal...* *Não dava pra prevenir?* *E a tal ação civil?* *Alimentos deferiu?* *Para o bebê consumir?* É um momento de dor Para a família dos dois O caso é multifator Não basta dar nome aos bois *A lógica policial* *Cartesiana e formal* *Festeja tudo depois* *Por isso se faz urgente* *Conjugar gênero e direito* *Pois um trabalho decente* *Que surta algum efeito* *Não se limita a julgar* *Mas também a estudar * *O cerne do preconceito* *Homens que matam mulheres* *Em relações de poder* *Isto tem se dado em série* *Mas é preciso entender* *Que subjaz ao evento* *Um histórico comportamento* *Que vai construindo o ser* *A nossa sociedade* *Apesar da evolução* *Reproduz iniquidade* *E também muita opressão* *Homem que bate em mulher* *- E “ninguém mete a colher” -* *Sempre foi uma 'lição'* *Aprendida por goleiros* *Delegados, professores* *Motoristas, marceneiros* *Pedreiros e promotores* *Garçons e malabaristas* *Médicos e taxistas* *Juízes e adestradores* Por isto em nossos dias De conquistas sociais De novas filosofias Direitos especiais *Não podemos aceitar* *Justiça só pra apurar* *Crimes tão excepcionais* Que a Justiça também Sirva para (se) educar Chega deste nhém-nhém-nhém Deste eterno blá-blá-blá *A Lei Maria da Penha* *Existe pra que não tenha* *Tanta morte a lamentar!!!* *Salete Maria *... << | cordel elisa samudio bruno violência crime | Rede de Mulheres da AMARC Brasil | 12/07/2010 15:23 | 0 |
André Lobão |
Vereador agride repórter em cidade do Mato Grosso | O vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes (DEM), conhecido como "Kirrarinha”, agrediu a repórter Márcia Pache, da TV Centro-Oeste, retransmissora do SBT em Pontes e Lacerda... ver mais O vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes (DEM), conhecido como "Kirrarinha”, agrediu a repórter Márcia Pache, da TV Centro-Oeste, retransmissora do SBT em Pontes e Lacerda (MT). O vereador saia do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), na manhã desta segunda-feira (28/06), onde foi indiciado por esbulho possessório e denunciação caluniosa. Ao questionar se o vereador poderia falar com a reportagem, a jornalista foi agredida. “Eu nem cheguei a fazer pergunta. Fui parar a um metro de onde estava, caí e bati a cabeça. Eu levantei muito rápido porque fiquei indignada, queria que ele percebesse o que tinha feito”, contou. Ao se levantar, a repórter contestou: “Eu estou trabalhando, vereador. O senhor não tem vergonha pelo que acabou de fazer?”. A agressão foi gravada pela equipe de reportagem. Na tarde desta terça-feira (29/06), Márcia iria passar por um exame de corpo de delito. Kirrarinha já foi indiciado por lesão corporal e agressão, mas liberado sob fiança. “Não consegui dormir essa noite porque nunca passei por uma situação dessas. Meus filhos viram o vídeo e já foram alvo de piadas entre os colegas”, desabafou. A jornalista agora pretende abrir um processo contra o vereador. Ela contou que Kirrarinha se desculpou, mas o pedido não convenceu a repórter. “Com o sarcasmo dele, ele pediu desculpas ontem na tribuna, sorrindo, como se não tivesse feito nada”. Em entrevista ao G1, o vereador disse que a jornalista fazia denúncias sem provas, mas admitiu o erro e pediu desculpas pela agressão. De acordo com Kirrarinha, atos como esse não são de seu “feitio”. Mas, segundo o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e Márcia, o vereador já havia agredido um repórter da TV Record em 2007. Manifestações O Sindjor-MT repudiou a agressão e colocou a assessoria jurídica da entidade à disposição da repórter. "O Sindjor-MT acredita que a Câmara Municipal de Pontes e Lacerda não vai se omitir diante de tamanho absurdo e tomará as devidas providências, para que isso não se repita, levando em conta, inclusive, que esse vereador já agrediu a um outro repórter da TV Record. Uma pessoa que se presta a esse tipo de atitude não merece o respeito da sociedade e muito menos o voto de um cidadão", diz a nota. Na manhã desta terça-feira (29/06), a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) protestou contra o vereador e ressaltou o fato do episódio ter acontecido dentro do CISC, órgão responsável pela segurança da população. Confira o vídeo aqui Reprodução: Comunique-se Reportagem: Izabela Vasconcelos, de São Paulo... << | política genêro violência mato grosso | Rede de Mulheres da AMARC Brasil | 30/06/2010 15:49 | 1 |
André Lobão |
Tráfico e constituição | Por Talitha Ferraz Um estudo encomendado à Universidade Federal do Rio de Janeiro e à Universidade de Brasília pelo Ministério da Justiça concluiu que o campo jurídico brasileiro hoje se... ver mais Por Talitha Ferraz Um estudo encomendado à Universidade Federal do Rio de Janeiro e à Universidade de Brasília pelo Ministério da Justiça concluiu que o campo jurídico brasileiro hoje se encontra alienado frente à realidade do fenômeno do comércio de drogas ilícitas. Essa constatação e uma série de análises sobre a relação entre o atual código penal e o tráfico de drogas estão presentes no relatório Tráfico e Constituição, um estudo sobre a atuação da Justiça Criminal do Rio de Janeiro e do Distrito Federal no crime de drogas. A pesquisa, que contou com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foi realizada entre março de 2008 e julho deste ano, e divulgada no final de outubro. O texto reúne um panorama sobre o mercado de drogas ilícitas no Brasil, exames teóricos e investigações feitas em campo no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os dados indicam que 67% dos casos de prisão por tráfico que chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) envolvem réus primários, sem antecedentes criminais e sem vínculos com grupos criminosos. O estudo ainda coloca que a grande maioria dos detidos em flagrante por porte de entorpecentes carregava pequenas quantidades de drogas no momento da apreensão. Do total de prisões por porte de tóxico no Rio de Janeiro, 88% foram tipificadas como transações com quantidades insignificantes, enquanto que, em Brasília, 70% dos detidos por posse de maconha encontravam-se com menos de 100 gramas e 23% portavam menos de 10 gramas da substância. As conclusões do relatório sugerem que as penas atualmente estabelecidas para traficantes são desproporcionais e não diferenciam as diversas categorias de comerciantes de drogas, além de muitas vezes contribuírem para a violação dos direitos humanos. O estudo aponta que a lei não é clara quanto à distinção entre usuários e traficantes, o que resulta em aplicações de uma lei punitiva por parte do Poder Judiciário. “A atuação da polícia, nesse sistema, é ainda comprometida pela corrupção, que filtra os casos que chegam ao conhecimento do Judiciário. Este ciclo vicioso muito tem contribuído para a superlotação das prisões com pequenos traficantes pobres, e para a absoluta impunidade dos grandes”, relata o texto do estudo. Segundo os organizadores do relatório, que faz parte da série Pensando o Direito, projeto do Ministério da Justiça para a democratização do processo de elaboração legislativa, o intuito da pesquisa é a criação de subsídios para a atuação de legisladores e elaboradores de políticas públicas no tratamento do crime de tráfico de drogas. O objetivo é contribuir para a construção de uma política de drogas mais condizente com o cotidiano dos atores ligados ao campo do combate ao tráfico, sem perder de vista o respeito aos direitos humanos. Penas para traficantes na análise de especialistas Há aproximadamente duas semanas, após episódios de violência na cidade do Rio de Janeiro, alguns jornais da grande mídia, como O Globo e Estadão, vêm noticiando alguns movimentos do governo federal, da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e do Congresso Nacional para aprovar projetos de leis que endureçam o regime de penas que incidem sobre os chefes do narcotráfico. As publicações têm pautado também a questão das penas alternativas para “traficantes leves”, conforme estão sendo chamadas as pessoas flagradas em posse de pequenas quantidades de drogas e que não possuam vínculos com organizações criminosas. Reforçado a avaliação feita pelo estudo Tráfico e Constituição, um estudo sobre a atuação da Justiça Criminal do Rio de Janeiro e do Distrito Federal no crime de drogas, encomendado pelo Ministério da Justiça, há sugestões para mudar a lei que proíbe a concessão de penas alternativas a qualquer pessoa envolvida com a venda de tóxico. Diante deste cenário, alguns especialistas em segurança pública e violência comentam as propostas de mais rigor com crimes de tráfico e de arrefecimento das penalidades para alguns casos específicos do mercado de drogas ilícitas. A coordenadora de Gestão Local de Segurança Pública do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirma que a revisão do código penal para crimes de venda de entorpecentes deve ser colocada em prática, mas avaliada com cautela, já que apenas as mudanças nas penalidades não bastariam para resolver a complexa trama que envolve política de drogas, segurança pública, legislação penal e violência. “O discurso tradicional da segurança pública geralmente recorre à aplicação da lei penal. Quando há uma questão criminal que choca a sociedade, aí se recorre ao endurecimento penal. Uma legislação mais dura e ponto final, fazer mudanças na lei isoladamente, é uma forma de lidar com o problema que acaba reduzindo as questões que realmente o configuram. Acaba sendo mais fácil ter essa postura do que discutir uma mudança de paradigma”, defende Carolina Ricardo. Já o pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj), professor Ignácio Cano, sustenta que há lados positivos no caso das propostas de criação de penas alternativas para os pequenos traficantes. “Isso pode resultar na diminuição da corrupção da polícia nos casos de extorsões e evita também a sobrecarga do sistema penitenciário, mas em termos da redução efetiva da violência é preciso que sejam tomadas ações mais a longo prazo. Não é uma medida a curto prazo, que irá contribuir para a redução da violência”, afirma. A professora da Universidade Cândido Mendes, Jacqueline Muniz, integrante do Grupo de Estudos Estratégicos UFRJ/COPPE/UCAM (GEE), comenta que as iniciativas à pena privativa de liberdade para pequenos delitos são fundamentais, primeiro para garantir a eficiência do sistema de justiça criminal e da gestão penitenciária, segundo para possibilitar alternativas e sanções adequadas à natureza e à gravidade de cada crime. “A prisão tem impacto sob a segurança sim, mas o impacto é além da lei por si mesma, é pela chance de prisão. A duração da pena não, mas a certeza de uma punição: é isso que dissuade as pessoas do crime numa sociedade democrática”, conclui. Jacqueline Muniz afirma que é preciso haver leis razoáveis, validadas e pactuadas pela sociedade, leis passíveis de aplicação. Ela desvincula a relação de causalidade comumente proposta entre endurecimento penal e redução da violência. “Legislações muito draconianas, próprias de uma lógica de endurecimento ou de um populismo penal, orientadas pra uma visão conservadora, tendem a se desvalorizar porque se mostram pouco aplicáveis e conflitam com a realidade, gerando a percepção da impunidade e da ineficiência da justiça criminal e de segurança pública. É uma quimera acreditar que o enrijecimento da lei venha produzir mais segurança e menos violência. É como enxugar gelo”, reforça. ... << | direitos humanos violência | Chance à Paz | 11/11/2009 16:39 | 0 |
Paulo Marcos |
A Santa tem mais o que fazer | Uma vez foi armado um parque infantil na Praça 8 de Dezembro, a praça da Igreja Matriz, em Conceição do Coité, e não sobrou espaço sequer para se transitar livremente. Os equipamentos do parque... ver mais Uma vez foi armado um parque infantil na Praça 8 de Dezembro, a praça da Igreja Matriz, em Conceição do Coité, e não sobrou espaço sequer para se transitar livremente. Os equipamentos do parque estavam tão próximos que era preciso pular cercas e bancos da praça. Eu também estava lá com mulher e filhos. Roda-gigante, pula-pula, tobogã, carrinho bate-bate, pipoca, algodão doce, barracas de “capeta”, mesas espalhadas pela praça, cerveja sendo vendidas em garrafas... Em determinado momento, fiquei olhando aquilo tudo e imaginando se acontecesse algum tumulto ou acidente em algum brinquedo... Em época de campanha eleitoral, já vi caminhões e caminhonetes levando pessoas nas carrocerias sem proteção alguma. Todos pulando e gritando o nome do candidato. Eram vários e de todos os partidos. Uma manobra brusca ou algum obstáculo na estrada poderia resultar na queda de várias pessoas... Quando levo meus filhos para a escola fico observando como chegam outras crianças: em carroceria de picapes ou em garupas de moto sem proteção alguma. É a escola da elite de Conceição do Coité. Logo, são pais instruídos e sabem que estão colocando seus filhos em perigo. (Precisa de lei para dizer isso?) Vejo, mais ainda, adolescentes pilotando motos e dirigindo veículos. Vejo, também, muitas mães com aqueles “capacetezinhos” em forma de boné, que não servem para nada, e a pobre criança sem proteção alguma. Outro dia, fiquei apenas observando uma dessas mães e meu olhar, pelo que me conheço, deve ter sido tão repreensivo que a mãe, para se justificar, respondeu-me com certo constrangimento: “ele sabe se segurar, doutor. Deus não há de permitir”. (coitado de Deus: tem que cuidar até da irresponsabilidade das mães desta cidade, pensei). Eu sei disso, respondi e continuei: estava apenas me lembrando que fui Juiz em outra cidade e lá aconteceu um acidente de moto em que a mãe transportava uma criança igualzinha à sua. A moto foi fechada por um carro, a criança não se segurou e caiu, batendo a cabeça no meio fio, coitadinha... A pancada foi tão forte que a cabeça se partiu igual a uma melancia. A diferença é que os “miolinhos” dela – da criança - eram brancos... Ouça a radionovela A Cidade de Maria Evidente que nada disso aconteceu – ainda – em Coité, mas pode acontecer um dia. Por várias vezes já disse que esta cidade de Nossa Senhora da Conceição do Coité é uma cidade abençoada. Diante de tantas situações extremas, foi a mão de Nossa Senhora que nos protegeu. Em outros ambientes, sabendo que meus interlocutores não acreditavam na força de Maria, relatava que era a proteção Divina, do Espírito Santo, de Javé, de Jesus Cristo, dos Orixás, dos Deuses do Olimpo, de Buda, dos Espíritos, de Confúcio... Enfim, alguém sempre estava atento e nos protegendo. Pois bem, de uns tempos para cá parece que nossa proteção está falhando um pouco. Não sei se nossos protetores estão cuidando de pessoas mais necessitadas do que nós ou se também não fizemos por merecer. O certo é que estou sentindo a cidade um pouco abandonada e algumas coisas acontecendo. Acidentes, assassinatos, arrombamentos, viroses, dengue, crack e outros problemas que não conhecíamos. Ora, seja o que for que esteja acontecendo, o certo é que precisamos tomar conta de nossa cidade. Não dá mais para ficar esperando a proteção dos céus. Agora, o problema é nosso, de todos nós. (isto me fez lembrar uma situação de quando ainda era estudante universitário visitando uma exposição de artes plásticas e não entendendo quase nada. Desolado, perguntei ao guia da amostra o que significava determinado quadro. Ele me respondeu: “significa que é preciso tomar providência”.) Pois bem, se o problema judicial agora é nosso, a cidade também precisa saber que a Lei Estadual prevê quatro Juízes para a Comarca de Conceição do Coité e temos apenas um. Assim não dá. Um Juiz não pode fazer o trabalho de quatro. Pois bem, se o problema da segurança agora é nosso, a cidade precisa saber que apenas 27 soldados da polícia militar não dão conta da segurança da cidade e de seus cidadãos; precisa também saber que apenas um Delegado de Polícia, ainda tendo que responder por outras cidades, também não é suficiente para investigar e elucidar todos os crimes. Pois bem, se agora não dá mais para contar com a proteção do Céu, o executivo municipal tem que saber que o dinheiro público precisa ser investido em políticas públicas que beneficiem os mais necessitados. Não dá mais para administrar a cidade pensando apenas em duas ou três famílias ou nos financiadores da campanha. Pois bem, se agora o povo se sente desprotegido, a Câmara Municipal precisa assumir o papel de protagonista de projetos em benefício dos mais pobres. Não dá mais para resumir a atividade parlamentar a discursos vazios uma vez por semana. Não estou perdendo a fé. Longe de mim quem pensa assim. Estou apenas constatando que precisamos fazer da nossa parte. Não dá mais para transferir a responsabilidade para os outros. Ora, se os que tem não ajudarem aos que não tem, os que não tem vão começar a ameaçar os que tem e se o dinheiro público continuar sendo distribuído apenas entre os que já tem, os que não tem vão se transformando cada vez mais em ameaças à “paz” dos que já tem e por aí vai. A continuar assim, um Juiz, um Promotor, um Delegado e 27 soldados para uma população de 70 mil habitantes não podem fazer mais do que já estão fazendo e, de outro lado, se Nossa Senhora ou nossos protetores estão mesmos ocupados com problemas mais sérios do que os nossos ou apenas nos tentando, chegou a nossa vez de cuidar da cidade. Conceição do Coité, 13 de abril de 2009 gerivaldo_neiva@yahoo.com.br www.gerivaldoneiva.blogspot.c... * Juiz de Direito em Conceição do Coité – Ba... << | santa juiz bahia violência | Cangaia News | 20/04/2009 11:35 | 0 |
Fernanda PE |
Polícia prende pais suspeitos de espancar bebê de 4 meses | Do G1, no Rio, com informações da TV Globo Polícia prende pais suspeitos de espancar bebê de 4 meses Ela deu entrada no Hospital Albert Schweitzer com fraturas e hematomas. Parentes contaram... ver mais Do G1, no Rio, com informações da TV Globo Polícia prende pais suspeitos de espancar bebê de 4 meses Ela deu entrada no Hospital Albert Schweitzer com fraturas e hematomas. Parentes contaram que criança apanhava com frequência. Um bebê de quatro meses, do sexo feminino, deu entrada no Hospital Albert Schweitzer, na Zona Oeste do Rio, com fraturas e hematomas por todo o corpo. Segundo a Polícia, ela teria sido espancada pelos próprios pais. Médicos e funcionários da unidade de saúde ficam chocados com o estado da vítima. Segundo a polícia, o pai acusa a mãe, mas ela diz que foi o pai que espancou a menina. Os dois tiveram a prisão temporária decretada. ... << | violência | Amigos do Rádio | 17/04/2009 13:18 | 0 |
Lielle Serafim |
Sobre pais, filhos, drogas e trotes | Não dá para os pais se culparem sempre que o filho desgarra do caminho, mas podem dialogar e mostrar que existem riscos Ruth de Aquino Quando vi na semana passada a foto de uma mãe abraçando o... ver mais Não dá para os pais se culparem sempre que o filho desgarra do caminho, mas podem dialogar e mostrar que existem riscos Ruth de Aquino Quando vi na semana passada a foto de uma mãe abraçando o filho preso por tráfico de drogas na Polícia Federal do Rio e, logo depois, desmaiando no pátio, pensei na dor e na culpa maternas. Quando vi o drama de um calouro de veterinária, de 21 anos, no interior de São Paulo, chicoteado por colegas e obrigado a rolar no chão com bichos em decomposição, pensei no pai dele. E nos pais dos universitários que se comportaram como animais. Pensei nos meus filhos. Pensei em nossos compromissos como mães e pais. Criar e educar filhos nunca foi fácil. Em ambientes violentos, o desafio é muito mais duro. Ali, nas sutilezas do dia a dia. Não existem receitas. O que funciona para um filho não funciona para outro. Mas o que não pode faltar jamais é o diálogo, a conversa, o papo. Sincero na medida do possível, na medida do respeito, porque pais não são colegas de turma de seus filhos. Não sou educadora, certamente cometi erros como mãe e tive muitas dúvidas. Minha maior preocupação não era se meus filhos iriam experimentar e gostar de maconha. Conversei bastante com eles sobre drogas. Eu desejava sobretudo é que tivessem um bom caráter. Que fossem honestos. Que nunca se comportassem como playboys acima do bem e do mal. Quando vejo as gangues de mauricinhos traficantes de drogas e armas, e os trotes animalescos nas universidades, eu penso nos pais, nas famílias, nas escolas que frequentaram. O que pode ter dado errado? A psiquiatra Magda Vaissman é pesquisadora do Programa de Ensino e Assistência ao Uso Indevido de Álcool e Drogas, da UFRJ. “Não conheço a família dos rapazes presos, mas certas famílias não conseguem enxergar evidências claras. São chamadas famílias disfuncionais, onde ninguém fala, ouve ou vê nada dentro de casa. Certa vez, atendi o filho de 6 anos de uma socialite, uma criança com vários problemas de convivência. Descobri que o pai era agressivo quando ele fazia besteira e a mãe evitava lidar diretamente com o filho. Os pais então contratavam profissionais para tentar ‘consertá-lo’, inclusive psiquiatras. Essa criação acaba formando adultos sociopatas”, diz. Criar e educar filhos nunca foi fácil. O papel dos pais é dialogar, dar limites e mostrar que existem riscos O papel dos pais, diz Magda, é o de dialogar e estabelecer limites. “Ensinar ao filho, desde cedo, que existem desafios, que tudo de bom precisa de um processo até ser alcançado. Os pais precisam abrir o jogo com os filhos em relação às drogas. Fumar maconha ou beber não levam necessariamente ao vício, mas esse risco existe.” Não dá para os pais se culparem sempre que o filho desgarra do caminho. Mas qualquer adulto inteligente e instruído tem perfeita consciência de seu desempenho como pai ou mãe. Fiz o possível? Fiquei atento? Estive muito ausente? Fui condescendente demais para compensar minhas ausências? Fui repressor demais para aliviar meus traumas? A delegada Patrícia Aguiar, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), em novembro de 2007, quando foram presos nove jovens de classe média envolvidos com tráfico de ecstasy e LSD, chamou a atenção para o comportamento dos pais: “Como eles não percebem que há algo errado com um filho que tem três celulares e fica 16 mil horas ao telefone? Sem falar nos bens de consumo que são levados para casa. Não pensam de onde sai esse dinheiro? Fiquem mais atentos”. Nossa sociedade também não ajuda. Extremamente hierarquizada, benevolente com os mais ricos, submissa com os poderosos, tolerante com a falta de educação dos endinheirados, e inacreditavelmente omissa diante dos escândalos de corrupção e abusos de poder. O que acontecerá com os universitários que torturaram o calouro Bruno Ferreira, em Leme, a 189 quilômetros da capital paulista? “Meu filho foi amarrado a um poste e apanhou com chicote. Quem conhece sabe como é a marca de chibata. No hospital, deu entrada como indigente, em coma alcoólico. Foi obrigado a ingerir bebidas. Teve de rolar numa lona com excremento de porco, cavalo e gado. O mau cheiro ainda não saiu do corpo dele”, disse o pai de Bruno, o comerciante Paulo Ferreira. Fonte: Revista Época RUTH DE AQUINO é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro ... << | trote família educar violência | Questões de família | 17/02/2009 12:45 | 0 |
André Lobão |
Protesto contra impunidade no Centro do Rio de Janeiro | Nesta quarta-feira (10/12), um protesto diferente contra a violência chamou atenção no Centro do Rio, especificamente na Cinelândia. Era uma árvore de natal negra enfeitada com retratos de vitimas... ver mais Nesta quarta-feira (10/12), um protesto diferente contra a violência chamou atenção no Centro do Rio, especificamente na Cinelândia. Era uma árvore de natal negra enfeitada com retratos de vitimas fatais da violência, no estado do Rio de Janeiro. // O movimento Natal Sem Mortes faz parte de uma série de manifestações contra a impunidade, corporativismo e descaso das autoridades em relação a crimes que chocam a sociedade carioca. Liderado por Daniela Duque, mãe do jovem Daniel morto na porta da boate Baronetti em Ipanema no último mês de junho, o Natal Sem Mortes é um grito pela justiça, como afirma Sérgio Duque pai do jovem Daniel. A árvore foi uma criação dos aderecistas da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis e vai ficar exposta na Cinelândia até o 06 de janeiro de 2009. Confira a sonora de Sérgio Duque, pai do jovem Daniel: http://www.radiotube.org.br/i...... << | violência impunidade natal | Comunicador Social | 10/12/2008 12:59 | 0 |
Fernanda PE |
Abuso contra criança ocorre mais em casa | Levantamento Abuso contra criança ocorre mais em casa, diz governo Publicado em 26.11.2008, às 07h41 Dos 1.939 registros de violência contra crianças de até 9 anos entre 2006 e 2007, 845 (44%)... ver mais Levantamento Abuso contra criança ocorre mais em casa, diz governo Publicado em 26.11.2008, às 07h41 Dos 1.939 registros de violência contra crianças de até 9 anos entre 2006 e 2007, 845 (44%) foram por violências sexuais. Entre os adolescentes (10 a 19 anos), esse tipo de ocorrência correspondeu a 1.335 (56%) dos 2.370 casos notificados. Segundo a coordenadora de Saúde do Adolescente do Ministério da Saúde, Thereza Delamare, a residência foi o local em que houve 58% dos episódios de violência sexual contra crianças e adolescentes; 20% sofreram abusos na rua. Esses dados coletados em 2006 e 2007 pelo Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) do governo são tratados na cartilha que será distribuído durante o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no Rio. O documento trata das estatísticas sobre as agressões e orienta como agir em caso de abusos. "A cartilha chama a atenção para o crime sexual, para abusos inaceitáveis que são cometidos contra as crianças", disse Thereza. Como conseqüências da violência são apontados problemas no desenvolvimento dos jovens, ansiedade, transtornos depressivos, alucinações, baixo desempenho na escola e tarefas de casa, alterações de memória, comportamento agressivo, violento e até tentativa de suicídio. Na vida adulta, o abuso na infância e na adolescência se traduz em uso excessivo de álcool e drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: AE ... << | violência | Amo o Rádio! | 26/11/2008 08:05 | 0 |
Clara Araújo |
Sites de pesquisa | Duas dicas de sites para pesquisa sobre questões de gênero, no caso, o feminino. O primeiro é o do Instituto Patrícia Galvão (www.patriciagalvao.org.br). O segundo é o Portal Violência contra a... ver mais Duas dicas de sites para pesquisa sobre questões de gênero, no caso, o feminino. O primeiro é o do Instituto Patrícia Galvão (www.patriciagalvao.org.br). O segundo é o Portal Violência contra a Mulher (www.violenciamulher.org.br). Nos dois, vc vai poder encontrar pesquisas, artigos, relatórios e matérias sobre, principalmente, a questão da violência contra a mulher. Bom, é isso. Bjos! ... << | sites dicas mulher violência | Questão de gênero | 11/09/2008 11:03 | 0 |