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André  Lobão
André Lobão
mulheres abordam tema do Tráfico de Pessoas em livro Em oito anos de caminhada como espaço de articulação, encontro e troca de ideias, entre jovens mulheres feministas, o Fórum Cone Sul de Jovens Mulheres Políticas... ver mais Em oito anos de caminhada como espaço de articulação, encontro e troca de ideias, entre jovens mulheres feministas, o Fórum Cone Sul de Jovens Mulheres Políticas lançou, no ano passado, o livro "Forito - Jovens Feministas Presentes", como resultado de suas discussões. A obra é a primeira publicação do Forito, como também é chamado o Fórum Cone Sul, e traz depoimentos, entrevistas e artigos sobre a participação jovem e feminista, no enfrentamento das desigualdades de gênero. Um dos destaques do livro é o capítulo "Jovens Mulheres discutem tráfico de pessoas". Segundo uma das organizadoras da publicação, a pedagoga Raquel Souza, o Forito é um espaço de organização e articulação das mulheres que atuam em movimentos feministas, e que se juntam, uma vez por ano, para discutir temas de interesse das mulheres e que esteja em evidência no cenário nacional. Neste sentido, em meados de 2007, quando o assunto "Tráfico de Pessoas" estava sendo discutido na mídia, o Fórum também inclui a discussão em sua pauta. "Em 2007, muito se falava sobre o tráfico de pessoas na mídia, em seminários e pesquisas, mas, ninguém dizia quem eram as pessoas traficadas", disse. Então, segundo ela, para que pudessem entender quem eram essas pessoas, as participantes do Forito decidiram realizar dois encontros com especialistas para falar sobre o assunto. A experiência trouxe alguns aprendizados para o grupo e Raquel se arriscou a dizer que perceberam que é preciso primeiro, criar condições de melhorar a vida econômica das vítimas em potencial, que, geralmente, são pessoas pobres, que vivem em situação de vulnerabilidade social. "Não basta apenas criar um programa de enfrentamento ao tráfico de pessoas e continuar deixando a vítima em condições vulneráveis", opinou. Ela ressaltou ainda que as políticas nessa área não podem cercear o direito de ir e vir de cada pessoa. "Falar sobre o tráfico foi algo muito difícil. O artigo no livro foi mais para dizer que o fenômeno existe e alertar. Este tema não teve muito consenso no Forito não, mas, percebemos que é preciso construir políticas de garantias de direitos", declarou. Mas, mesmo sendo um tema complexo, ela disse que a abordagem foi fundamental, "primeiro, para entender como este crime funciona e também para perceber que o direito da mulher ainda não é pleno", afirmou. Ela comentou que muitas mulheres vivem sem autonomia sobre sua vida, num mundo marcado pelo machismo. "Discutir o tráfico mostrou o quanto é importante lutar pelos direitos, pois vemos quanto violência existe e quantas violações de direitos acontecem", finalizou. O livro foi produzido pela Fundação Friedrich Ebert, instituição idealizadora do Fórum Cone Sul de Jovens Mulheres Políticas, teve a parceria da Ação Educativa e o apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem). Mais informações pelo e-mail: raquel@acaoeducativa.org Fonte: Adital Reportagem: Tatiana Félix ... << gênero  mulher  Rede de Mulheres da AMARC Brasil 30/07/2010 15:44 0
Criar Brasil
Criar Brasil
mulheres dominam compras na internet Segundo dados da pesquisa global The Female Web, conduzida pelo The Future Laboratory, divulgada pelo portal internacional de tendências de consumo, LS:N Global (Life Style: News Global), o qual é... ver mais Segundo dados da pesquisa global The Female Web, conduzida pelo The Future Laboratory, divulgada pelo portal internacional de tendências de consumo, LS:N Global (Life Style: News Global), o qual é representado no Brasil pela Voltage, as são mulheres responsáveis por 63% das compras on-line nos Estados Unidos. O estudo reflete sobre o domínio das mulheres na web e as influências dessa postura no cenário on-line, inclusive na reação dos anunciantes ao adotarem procedimentos de divulgação e comercialização de marcas, produtos e serviços. No Brasil esses números não são diferentes. Os empresários brasileiros estão percebendo a adesão feminina ao comércio eletrônico e a influência que as mulheres possuem sobre os homens na hora da finalização de uma compra. Através desses dados as lojas virtuais estão focando seu planejamento de marketing no público feminino, criando maneiras das mulheres se sentirem familiarizadas com o hábito de fazerem compras, uma de suas práticas preferidas, só que no universo da web. O estudo destaca ainda que as mulheres continuam sendo as principais consumidoras do mercado e, estão comprando mais pela internet, principalmente pela discrição e entrega a domicílio. Além disso, a mulher busca a satisfação pessoal, com pequenos luxos como sapatos, perfumes, cosméticos e acessórios. “A mulher é a grande força do consumo mundial, até mesmo em consumo tipicamente masculino, como carros”, comenta Carlos Ferreirinha, diretor-presidente da MCF Consultoria e Conhecimento. Para Iuri de Paula, analista de usabilidade da Tray Sistemas, as lojas virtuais que possuem como público consumidor as mulheres tem que trabalhar o layout de forma diferenciada. Há estudos que caracterizam a mulher como um tipo diferenciado de consumidor e que deve ser tratada como única quando o foco for sua atenção. “Hoje em dia o layout das grandes lojas virtuais, na maioria delas lojas de departamentos, tende a seguir um modelo já consolidado de estrutura e apresentação, normalmente somos expostos a diversos produtos, diversos menus, opções e tudo com uma estética monocolor, em blocos e nada com muito apelo visual. As lojas mostram o maior número de produtos possíveis como se assim o cliente fosse comprar mais. Com as mulheres esse tipo de estrutura não convence, o apelo visual é maior e o modo de apresentar os produtos com um “toque feminino”, mais leve e mais estético pode vender mais e agregar valor aos produtos e a loja”. Outro dado de destaque no nosso mercado é que os produtos que as mulheres procuram na internet, são artigos que dificilmente são encontrados em lojas físicas que atendem a certo tipo de prazer. De acordo com a 19a Edição do Relatório Web Shoppers publicado pela e-bit, as mulheres já representam 51% dos que compram pela internet brasileira, e os produtos mais comprados pela rede são livros, artigos de higiene e beleza, produtos de informática e eletrônicos. O comércio trabalha hoje com uma mulher diferente, que possui uma independência na hora de fazer suas compras, ela procura o que quer, decide o que comprar e como pagar. Por esse motivo são mais críticas, mais exigentes e não querem só um produto, querem um diferencial. “As exigências vão além de uma venda comum, as mulheres não querem apenas comprar. Para isso cuidamos dos produtos, das embalagens e principalmente do envio. Queremos que ela perceba que nós pensamos em tudo, principalmente mantendo-a informada sobre o que está acontecendo com o pedido, através dos emails de confirmação de pagamento, de envio do produto, código de rastreamento, entre outros. Isso tranqüiliza e acalma a ansiedade feminina”, comenta Camila Iatecola, proprietária da loja virtual Beleza de Mulher . Pensando nesse público, as lojas virtuais que trabalham com artigos femininos estão cada vez mais preocupadas com a usabilidade da loja, sem perder o apelo estético, a fim de aumentar as vendas. Para Paula, as lojas indicadas ao público feminino, não seguem o padrão dos grandes magazines. “A mulher não se importa em dar 20 cliques em uma mesma página, desde que seja num ambiente bonito, agradável e com o qual ela simpatize. O público feminino gosta de se perder nos detalhes e ver muito conteúdo visual, a estética de revista de moda cai muito melhor que o de catálogo de ferramentas. A loja precisa trazer um espetáculo de fotos e imagens e ao mesmo tempo ser leve e contemporânea, essa aparência é importante para prender a atenção de seu cliente para que ele não sinta há necessidade de mudar de site”. O investimento em um atendimento diferenciado é também um desafio para quem trabalha com o público feminino. A mulher que compra pela internet tem uma personalidade forte, mais audaciosa, independente e gosta de ser reconhecida por essas qualidades. “É preciso trabalhar cada mulher como única, cada cliente tem sua particularidade e esse é o nosso foco. Por atendermos a todos os tipos de consumidoras, trabalhamos com todos os diferenciais, tem quem prefere frete grátis, quem prefere desconto, quem prefere um atendimento diferenciado e quem é fiel a loja e ao seu produto independente disso tudo”, comenta Iatecola. Para Camila, o importante é conseguir identificar a necessidade de cada cliente e trabalhar para atender as suas vontades e expectativas. “Nosso objetivo é fidelizar, entender o que fez a cliente comprar conosco e o que fará ela voltar a comprar e indicar a nossa loja. Acreditamos que trabalhar nisso e ter ferramentas que facilitem nosso trabalho é a chave para o sucesso. É preciso ter uma loja que a cliente se identifique, com um layout agradável, fácil de navegar e principalmente que ela possa encontrar com facilidade o que procura para comprar”, conclui. Fonte: Portal Fator Brasil... << consumo  mulher  Consumo!! 03/11/2009 19:17 0
Rosangela Fernandes
Rosangela Fernandes
mulheres e Comunicação Os direitos das mulheres no campo da comunicação vêm sendo debatidos há tempos. As resoluções e compromissos sobre esse tema fazem parte de uma... ver mais Os direitos das mulheres no campo da comunicação vêm sendo debatidos há tempos. As resoluções e compromissos sobre esse tema fazem parte de uma série de documentos. O Instituto Patrícia Galvão está dando uma importante contribuição para o debate preparatório da Conferência Nacional de Comunicação através de uma síntese dessas resoluções. Subsídio importantíssimo num momento como este. Uma ótima chance para ficar por dentro dos desafios e ampliar o debate nas rádios. Para ler e baixar o documento acesse o site do Instituto Patrícia Galvão: http://www.patriciagalvao.org... ... << Nenhuma Conferência Nacional de Comunicação 04/08/2009 09:28 0
Camila Santos Machado
Camila Machado
mulheres cuidando do seu próprio lixo Muitos acreditam que o simples fato de jogar o lixo na lixeira já está de bom tamanho e sua parte junto ao meio ambiente já está feita. Porém produzimos muito lixo... ver mais Muitos acreditam que o simples fato de jogar o lixo na lixeira já está de bom tamanho e sua parte junto ao meio ambiente já está feita. Porém produzimos muito lixo produzimos por dia para esquecermos o que vai acontecer a partir disso. E foi pensando nisso que resolvi pesquisar para saber o que as pessoas têm feito com as tantas impurezas que produzem. Durante essa pesquisa conheci a funcionária pública federal Maria Edileusa (53) que assistindo a programas de tv e vendo as campanhas para reciclagem, resolveu perguntar a si mesma se o lixo que produzia não era muito e o que ela poderia fazer para não agredir tanto o meio ambiente. O primeiro passo foi chamar sua filha de 31 anos para que juntas chegassem a um consenso de como proceder para amenizar os danos produzidos por seu lixo. Começaram a reparar na quantidade de jornais, garrafas, produtos orgânicos, sacolas plásticas e potes de cosméticos que produziam por dia. O resultado foi grande e assustador. Por isso, começaram aos poucos, primeiro colocando latas de lixo com cores diferentes em casa, para que cada lixo fosse separado e colocado em seu devido lugar. O segundo passo, porém não menos importante, foi começar a trabalhar em conjunto com o seu condomínio. Disso surgiram boas e novas idéias, como por exemplo, procurar uma empresa que duas vezes por semana passe no condomínio para recolher os materiais recicláveis. O óleo de cozinha também ganhou um tratamento especial. Hoje, Edileusa diz que tudo isso já virou um hábito, mas que no início realmente foi complicado e por muitas vezes pensou em desistir, porque sempre ficava na dúvida de onde colocar o lixo e às vezes sem querer chegava a errar. Porém, segundo ela, a sensação que sente ao fazer sua parte é a de dever cumprido e por isso acha que se todos pudessem colaborar com o mínimo já seria um bom começo. “Depois desse trabalho percebo o lixo de maneira diferente, pois comecei a reparar o quanto estragamos o meio em que vivemos e se olharmos com outros olhos podemos notar quantas pessoas sobrevivem do lixo que produzimos”.... << Nenhuma Globalização X Sustentabilidade 05/03/2009 14:04 0
Paulo Marcos
Paulo Marcos
mulheres do Sertão estão no Fórum Social Mundial O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço aberto de encontro – plural, diversificado, não-governamental-, que estimula o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a... ver mais O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço aberto de encontro – plural, diversificado, não-governamental-, que estimula o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional. Visando esta integração, 40 mulheres do Semi-árido baiano estão participando do evento, que acontece em Belém do Pará, até 01 de fevereiro. Haverá momento de intercâmbio de experiências, onde as Mulheres do Sertão trocarão saberes com as Mulheres da Floresta, debates com o Grupo de Trabalho de Gênero, a Marcha Mundial das Mulheres, a Articulação Nacional de Agroecologia, entre outros grupos que participam do evento. Além dos diversos espaços de debate, serão montados stands para exibir os empreendimentos, entre eles estarão os empreendimentos das mulheres baianas, que levarão beijus, polpas e compotas de frutas, farinha, geléia e os produtos artesanais. {{{Se alguém que estiver no fórum conseguir uma entrevista com essas guerreiras sertanejas, favor postar aqui}}}} ... << bahia  mulheres  fsm  Fórum Social Mundial 2009 28/01/2009 10:42 0
Mariana Felippe
Mariana Felippe
mulheres que abortam merecem cuidado ou cadeia? Essa é a discussão da sessão saúde da revista Carta Capital deste mês, devido à abertura da "CPI do Aborto" pela Câmara dos Deputados. Além da matéria da repórter Pyhdia de Athayde, há uma enquete no... ver mais Essa é a discussão da sessão saúde da revista Carta Capital deste mês, devido à abertura da "CPI do Aborto" pela Câmara dos Deputados. Além da matéria da repórter Pyhdia de Athayde, há uma enquete no site. http://www.cartacapital.com.b... "Ninguém gosta, ninguém planeja. Ainda assim, todos os anos, cerca de 240 mil brasileiras são internadas nos hospitais do SUS em decorrência de abortos inseguros. Elas chegam com hemorragia, infecções e não raro são destratadas por médicos e enfermeiras. O aborto é crime no Brasil e, se isso não diminui as ocorrências, como mostram pesquisas no mundo todo, enche de medo, vergonha e fragilidade as mulheres que o praticam." Matéria completa em http://www.cartacapital.com.b...... << aborto  cpi do aborto  câmara dos deputados  carta capital  Eu Amo Jornalismo 17/12/2008 09:25 6
Fernanda Cristina  -Nazaré da Mata -PE
Fernanda PE
mulheres vão às ruas no dia da eliminação da violência Mulheres vão às ruas no dia da eliminação da violência Do JC OnLine Com informações da Agência Brasil Mais de 150 países celebram nesta terça-feira (25) o Dia Internacional pela Eliminação... ver mais Mulheres vão às ruas no dia da eliminação da violência Do JC OnLine Com informações da Agência Brasil Mais de 150 países celebram nesta terça-feira (25) o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. No Recife, o movimento de mulheres vai às ruas para reivindicar a implementação da Lei Maria da Penha e a ampliação dos serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência. A Praça da Independência será ocupada durante todo o dia por atividades educativas, uma audiência pública com a participação de gestores e da população e uma caminhada em direção ao Palácio da Justiça. Serão fixadas em um grande varal 245 pipas com os nomes das mulheres assassinadas até o dia 18 deste mês. No Rio de Janeiro, a data será lembrada no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, com palestras sobre violência doméstica. Também será apresentado um vídeo com o caso da empregada doméstica Sirley Dias, espancada em 2007 na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, por cinco jovens. Em São Paulo, está programada para as 15h ação da Marcha Mundial das Mulheres Contra a Violência. Será às 15h, na Praça Matriarca (oficialmente Patriarca), em frente à prefeitura. ... << Nenhuma Amo o Rádio! 25/11/2008 08:21 0
Clara Araújo
Clara Araújo
mulheres sofrem preconceito na política http://www1.folha.uol.com.br/... Li essa matéria no Folha online e achei bem interessante. Nela, a professora Fabrícia Pimenta, mestre em Ciência Política pela UnB... ver mais http://www1.folha.uol.com.br/... Li essa matéria no Folha online e achei bem interessante. Nela, a professora Fabrícia Pimenta, mestre em Ciência Política pela UnB (Universidade de Brasília) e doutoranda em História na linha de pesquisa "Estudos Feministas e de Gênero", diz que as mulheres ainda são minoria e sofrem preconceito no campo da política. Bom para ler e refletir! Abraços!... << preconceito  política  mulheres  gênero  Questão de gênero 11/09/2008 10:53 0
Josenice Santana Xavier
Josenice Xavier
mulheres QUILOMBOLAS AS MULHERES DA COMUNIDADE GAIOSO MUNICIPIO DE AEAÇÁS DECIDIRAM FORMAR UMA ASSOCIAÇÃO DE AFRO DESCENDENTE E REMANESCENTE DE QUILOMBOS. AS MULHERES DA COMUNIDADE GAIOSO MUNICIPIO DE AEAÇÁS DECIDIRAM FORMAR UMA ASSOCIAÇÃO DE AFRO DESCENDENTE E REMANESCENTE DE QUILOMBOS. mulheres  quilombolas  Capacitação do RadioTube 31 de Julho 31/07/2008 16:22 1
Marina Vianna
Marina Vianna
Spot mulheres no campo e nas urnas O CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria – lançou uma Campanha de rádio com o objetivo de debater os direitos das mulheres e a importância de sua... ver mais O CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria – lançou uma Campanha de rádio com o objetivo de debater os direitos das mulheres e a importância de sua presença nos espaços de poder. A campanha é um incentivo para que as mulheres participem mais da política. Reivindiquem os seus direitos. Debata temas como a saúde, o enfrentamento da violência doméstica, o mercado de trabalho, as políticas públicas, e o acompanhamento da execução do orçamento referente aos direitos das mulheres. Ouça aqui: ... << genero  mulher  rede de mulheres da amarc  eleição  jogo  rádio  direitos  Rede de Mulheres da AMARC Brasil 16/06/2010 15:02 0
Fernanda Cristina  -Nazaré da Mata -PE
Fernanda PE
Número de mulheres mortas se mantém em relação ao ano passado Dados - Número de mulheres mortas se mantém em relação ao ano passado Do JC OnLine Nesta terça-feira (25), quando é celebrado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, não há muito... ver mais Dados - Número de mulheres mortas se mantém em relação ao ano passado Do JC OnLine Nesta terça-feira (25), quando é celebrado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, não há muito o que comemorar, sobretudo em Pernambuco. Neste ano, 268 mulheres foram assassinadas no Estado, oito a menos em relação a 2007. Para a coordenadora de pesquisa do Instituto, Ana Paula Portella, os dados não representam uma redução dos homicídios, mas sim uma manutenção. Os últimos estudos do Observatório da Violência Contra as Mulheres, do Instituto Feminista para a Democracia (SOS Corpo), apontam para uma tendência crescente de homicídios no interior do Estado, ocorridos na residência da vítima. Os números mais recentes sobre violência contra a mulher mostram que 95% dos agressores são homens, e companheiros e ex-companheiros respondem por quase 70% dos casos de violência letal contra as mulheres em Pernambuco. Nos homicídios praticados de janeiro de 2007 a 20 de novembro deste ano, é crescente o uso de arma branca e do espancamento. ATO- Para celebrar a data, são esperadas mais de 500 pessoas na Praça da Independência, área central do Recife, a partir das 16h desta terça-feira. Será montado um grande varal com pipas que representam o número de homicídios deste ano no Estado. Os participantes pretendem caminhar até o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na Praça da República, bairro de Santo Antônio. O slogan deste ano é “Por mim, por nós, pelas outras”. O dia 25 de novembro foi escolhido como Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres em 1981, no primeiro encontro Feminista da América Latina e Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia. A data é uma homenagem às irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas violentamente no dia 25 de novembro de 1960, pelo ditador Rafael Trujilo, na República Dominicana. A Organização das Nações Unidas (ONU) só reconheceu a data em 1999. ... << Nenhuma Amo o Rádio! 25/11/2008 08:54 0
Paulo Marcos
Paulo Marcos
Comissão de mulheres da Bahia Por Paulo Marcos || Informações de Lourivânia Soares A deputada Neusa Cadore (PT) é a nova presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da... ver mais Por Paulo Marcos || Informações de Lourivânia Soares A deputada Neusa Cadore (PT) é a nova presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Assembleia Legislativa da Bahia. A escolha foi feita em votação unânime na manhã desta terça-feira (10). Quem assume a vice-presidência é o deputado João Bonfim (DEM). A parlamentar ressaltou as ações que a Comissão vem realizando de forma coletiva com toda a bancada feminina e convocou o colegiado para a construção de uma agenda positiva sobre as questões de gênero. “Que a gente possa fazer desse espaço um local de mediação institucional, de diálogo com as diversas instâncias de poder, de amplo debate e formulação de propostas que possam incidir verdadeiramente na vida das mulheres”, frisou Neusa. Ela destacou ainda a atenção dada pelo governo Lula às mulheres, afirmando que isso vem se traduzindo em importantes políticas públicas, e parabenizou a Superintendência Estadual de Políticas para as Mulheres pela realização do "Março Mulher". O projeto visa incentivar a participação feminina em cargos de decisão.... << bahia  mulheres  assembléia  comissão  Cangaia News 11/03/2009 10:33 0
Carla Abreu
Carla Abreu
sexualidade e mulheres "deficientes" 1ª Crónica do jornal Noticias da Manhã - Dia d Mulher Inserido Friday 10 August 2007 19:50 "Para uma sociedade mais justa" é o lema que a União Europeia escolheu para o Ano Europeu da Igualdade... ver mais 1ª Crónica do jornal Noticias da Manhã - Dia d Mulher Inserido Friday 10 August 2007 19:50 "Para uma sociedade mais justa" é o lema que a União Europeia escolheu para o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, que se celebra ao longo de 2007. Já não nos chegavam os dias disto e daquilo, agora também temos anos próprios para a Humanidade discutir e ouvir-se a si mesma, sobre o que há a mudar no mundo. Continua a falar-se sem se agir. Hoje toda a gente fala da Mulher, à escala internacional! Da mãe, da criança, da adolescente, da idosa, da negra, da prostituta, da social e da activa no mercado de trabalho, todas mulheres... Aplaudidas e homenageadas quando sobrevalorizadas face ao sexo oposto, denunciadas e lembradas quando discriminadas. À margem desse eco. a toda a suposta condição do ser mulher. está a mulher deficiente. Aquela que é simplesmente ignorada, talvez por nem sequer ser considerada Mulher. Porque é "portadora" de algo que a torna diferente, é tantas vezes esquecida da sua condição de mulher. A essa, sobrepõe-se as características da incapacidade! A cadeira de rodas, as muletas, o não poder ver as cores do arco-íris, a baixa estatura, o não ser capaz de ouvir o pássaro que pousa na janela a cantar, as deformações ósseas, o não conseguir apelar à tal "sociedade mais justa", sem ser pela escrita, pois a voz não sai, ou até quando a mente está em "off"... o coração está no mesmo sítio de todas as outras mulheres e bate. Elas existem, como eu, mulheres que o Criador colocou no universo também com o propósito de amar e serem amadas. Tocadas. Desejadas. Queridas. Contempladas. Mimadas. Sabem sorrir e chorar, sabem sentir, não apenas por serem Mulheres, mas porque são humanas. Num dia em que a Mulher gritou por independência e luta pela igualdade de oportunidades, é preciso que se fale também de emancipação de mentalidades no que concerne à deficiência. Sem ser através de um tratamento de choque como aconteceu em França quando a tetraplégica Delphine Censier se despiu literalmente de preconceitos retratando o seu corpo de forma erótica e sensual. Acredito piamente que o problema reside na resistência à beleza que vem do interior, já que com ela vem uma conquista muito mais árdua que não se resume ao corpo a corpo de uma relação amorosa. «As mulheres deficientes são duplamente discriminadas, por serem mulheres e por serem deficientes», disse a presidente da Cooperativa Nacional de Apoio a Deficientes (CNAD), Celeste Costa, também ela portadora de deficiência, há 3 anos por esta altura aquando do primeiro encontro nacional sobre a deficiência feminina. A discriminação de que são alvo as mulheres deficientes no acesso ao emprego, e no facto de serem as primeiras a ser despedidas, quando a lei exige que sejam as últimas; ou em casa, onde são mais vulneráveis à violência física e sexual, mesmo dentro da família, por serem consideradas mais frágeis e carentes. A sexualidade e a maternidade da mulher deficiente foram também temas abordados. Tenho consciência de todos os direitos que possuo enquanto Mulher e enquanto deficiente - que em nada cabe na tradução espanhola à letra "pessoa menos válida". Há 155 anos que o sexo feminino iniciou uma luta. Actualmente, ela ganhou novos contornos mas continua presente. Na urgência de aprender o verdadeiro significado da palavra Mulher: Perguntam se em quase um quarto de século de vida eu sofri por ser apelidada, olhada, encarada sempre como "Mulher Deficiente"? Não falei até aqui de mim. Dei às minhas palavras outras vidas, outras caras, outras vozes, silenciadas pela escassez da tal "igualdade de oportunidades para todos" ainda que espelhadas num mesmo sorriso de esperança. Eu sei que sou deficiente – e por muitos anos internacionais que se celebrem haverá sempre quem não veja em mim nada mais do que isso. Mas há outro detalhe importante, sei que sou MULHER - e isto ninguém pode fingir que não vê. fonte: http://gotanocharco.bloguepes... Comentário: Eu penso que a questão passa pelo conceito de estética que é veiculado culturalmente. Acredito, que as mulheres com deficiência são desejadas pelos seus atributos físicos, assim como alguém pode se sentir atraído por uma mulher acima dos padrões de peso etc. sem contar com aspecto espiritual. Claro, que dentro de uma relação amorosa isso é essencial. Mas, eu percebo no texto uma certa desvinculação em relação a pessoa "deficiente" ser por ela mesma atraente. Eu faço essa observação justamente para enfatizar que o conceito estético de belo é algo extremamente subjetivo, há pessoas que se sentem atraídas por pessoas que usam óculos outras não, mesmo que isso não seja veiculado na mídia. De qualquer forma, fica a reflexão acerca desse tabu, aliás o próprio sexo sob óptica feminina é alvo de constante preconceito e escravização. Ao ponto, de ouvir um comentário de uma senhora, no Globo Reporte dizendo que se tivesse que escolher entre malhar e fazer sexo,escolheria MALHAR. Por quê será? ... << Nenhuma Sexualidade e Saúde 08/11/2008 17:30 1
Adriana Maria
Adriana Maria
Representação das mulheres na televisão brasileira Vídeo analisa representação das mulheres na televisão brasileira e mostra importância do monitoramento do conteúdo e das políticas públicas de... ver mais Vídeo analisa representação das mulheres na televisão brasileira e mostra importância do monitoramento do conteúdo e das políticas públicas de comunicação. O conteúdo foi produzido em março de 2009 pela Articulação Mulher e Mídia, com o apoio da Secretaria  de Política para as Mulheres. Acesse o link: http://vimeo.com/13125905 ... << Nenhuma Rede de Mulheres da AMARC Brasil 14/07/2010 12:44 0
Mariana Felippe
Mariana Felippe
Mais 22 milhões de mulheres podem perder o emprego em 2009 Adital - A crise econômica mundial pode colocar em risco os avanços relacionados à igualdade de gênero no trabalho e no lar, afirmou hoje (5) a Organização... ver mais Adital - A crise econômica mundial pode colocar em risco os avanços relacionados à igualdade de gênero no trabalho e no lar, afirmou hoje (5) a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A entidade estima, em seu relatório anual "Tendências Mundiais do Emprego das Mulheres", que o número de desempregadas pode aumentar em até 22 milhões em 2009. Segundo o relatório, das três bilhões de pessoas empregadas no mundo em 2008, 1,2 bilhão eram mulheres. A expectativa da OIT é de que, em 2009, a taxa de desemprego mundial das mulheres possa aumentar até 7,4%, enquanto que a dos homens pode chegar a 7%. A entidade acredita que o impacto da crise em termos de taxas de desemprego seja mais prejudicial para as mulheres que para os homens, principalmente na América Latina e no Caribe. Outra estimativa negativa para as mulheres diz respeito ao emprego vulnerável em 2009 que pode oscilar entre 50,5% e 54,7%, enquanto que para os homens ficará entre 47,2% e 51,8%. O diretor-geral da OIT, Juan Somavia, afirmou que a igualdade de gênero deveria ser um princípio fundamental em qualquer resposta política, pois os impactos da crise afetam os diversos papéis que as mulheres desempenham na sociedade. "A desigualdade de gênero no mundo do trabalho está entre nós há muito tempo, mas é provável que se acentue como consequência da crise. Em tempos de turbulência econômica, as mulheres com freqüência experimentam as consequências negativas com maior rapidez e se beneficiam da recuperação mais lentamente", ressaltou o diretor-geral em uma declaração sobre o Dia Internacional da Mulher, que será celebrado amanhã (6) pela organização com o tema: "Trabalho e família: compartilhar é a melhor forma de cuidar!". Durante todo esse ano, a OIT realiza uma campanha mundial que tem como objetivo destacar a importância da igualdade de gênero em seu Programa Trabalho Decente e nas atividades de governos e organizações empregadores e trabalhadores. A campanha abrange 12 temas do Programa, que serão analisados com uma visão de gênero para ilustrar como os diversos aspectos do mundo do trabalho podem afetar de maneira diferente mulheres e homens, em particular no que se refere ao acesso a direitos, emprego, proteção social e diálogo social.... << trabalho  mulheres  perder emprego  emprego  américa latina  caribe  crise econômica  oit  Questão de gênero 06/03/2009 10:04 0
Mariana Felippe
Mariana Felippe
Tituba e Coletivo de mulheres realizam 2a edição da Miscelânea Cultural Negras Artes dia 30, em Santos A Tituba Moda Afro e o Coletivo de Mulheres realizam a 2a edição da Miscelânea Cultural Negras Artes, um evento que celebra a cultura afro-brasileira e a resistência da raça negra, no dia 30 de maio... ver mais A Tituba Moda Afro e o Coletivo de Mulheres realizam a 2a edição da Miscelânea Cultural Negras Artes, um evento que celebra a cultura afro-brasileira e a resistência da raça negra, no dia 30 de maio (sábado), no Mercado Municipal de Santos. Será um dia de valorização dessas manifestações e da própria identidade negra, especialmente das mulheres. Além das apresentações, haverá feijoada, bobó de camarão e outras delícias da culinária afro-brasileira. Participações do Anca Capoeira, Tarja Preta, Ilu Obá de Min (Sao Paulo) e Proeco. Convites para feijoada podem ser comprados desde já com Fran, pelos telefones: (13) 9177 41 74 (13) 3324 30 44... << miscelânea cultural negras artes  tituba  coletivo de mulheres  santos  mercado municipal  Cultura Popular e Cidadania 14/05/2009 21:57 0
Reinaldo dos Santos Dias
Reinaldo Dias
PLENARIA NACIONAL DE mulheres TRABALHADORAS RURAIS DA CONTAG ARAÇÁS ENVIOU UMA COMPANHEIRA PARA PLENARIA NACIONAL EM LUZILANDIA GOIAS ARAÇÁS ENVIOU UMA COMPANHEIRA PARA PLENARIA NACIONAL EM LUZILANDIA GOIAS Nenhuma Araças Bahia Brasil Quilombola 12/11/2008 07:25 0
Alana Barroco Vellasco Austin
Alana Austin
Campanha de rádio mobiliza mulheres para as eleições deste ano Campanha de rádio mobiliza mulheres para as eleições deste ano O Centro Feminista de Estudos e Assessoria está em campanha para mobilizar a participação... ver mais Campanha de rádio mobiliza mulheres para as eleições deste ano O Centro Feminista de Estudos e Assessoria está em campanha para mobilizar a participação política das mulheres nestas eleições. E nesta terça-feira, dia 3 de agosto, lança os spots temáticos que trarão à tona temas como a violência contra as mulheres, saúde, educação, trabalho e discriminação racial até a população. Intitulada Pela política na lei, pela política na vida, a campanha utilizará o rádio, neste momento, como o grande veículo de mobilização social. E tem como objetivo estimular a sociedade brasileira a debater os direitos das mulheres e a importância de sua presença nos espaços de poder e decisão. Para a campanha de rádio entra em cena a personagem Concessa, representada pela atriz de teatro, Cida Mendes, que há 15 anos vive “Tecendo Prosa” na pele de Concessa - Uma mulher capaz de fazer a gente morrer de rir até quando fala de coisa séria. Concessa é a personagem do rádio e está em campanha junto ao Cfemea para fazer valer os direitos das mulheres na lei e na vida, e emprestará seu humor às nossas bandeiras de luta. A participação do eleitorado feminino é decisiva. São 70,3 milhões de votos em todo o país. Um número mais do que suficiente para garantir uma mudança nos espaços de poder, com vistas a garantir uma sociedade justa, igual, digna e verdadeiramente democrática para toda a população. Mais informações: Daniela Lima – Assessoria de Imprensa do CFEMEA Tel: (61) 3224-1791 ou (61) 8406-8828 / (61) 9975-7964... << Nenhuma AMARC Brasil 03/08/2010 10:02 0
Alana Barroco Vellasco Austin
Alana Austin
Campanha de rádio mobiliza mulheres para as eleições deste ano Campanha de rádio mobiliza mulheres para as eleições deste ano O Centro Feminista de Estudos e Assessoria está em campanha para mobilizar a participação... ver mais Campanha de rádio mobiliza mulheres para as eleições deste ano O Centro Feminista de Estudos e Assessoria está em campanha para mobilizar a participação política das mulheres nestas eleições. E nesta terça-feira, dia 3 de agosto, lança os spots temáticos que trarão à tona temas como a violência contra as mulheres, saúde, educação, trabalho e discriminação racial até a população. Intitulada Pela política na lei, pela política na vida, a campanha utilizará o rádio, neste momento, como o grande veículo de mobilização social. E tem como objetivo estimular a sociedade brasileira a debater os direitos das mulheres e a importância de sua presença nos espaços de poder e decisão. Para a campanha de rádio entra em cena a personagem Concessa, representada pela atriz de teatro, Cida Mendes, que há 15 anos vive “Tecendo Prosa” na pele de Concessa - Uma mulher capaz de fazer a gente morrer de rir até quando fala de coisa séria. Concessa é a personagem do rádio e está em campanha junto ao Cfemea para fazer valer os direitos das mulheres na lei e na vida, e emprestará seu humor às nossas bandeiras de luta. A participação do eleitorado feminino é decisiva. São 70,3 milhões de votos em todo o país. Um número mais do que suficiente para garantir uma mudança nos espaços de poder, com vistas a garantir uma sociedade justa, igual, digna e verdadeiramente democrática para toda a população. Mais informações: Daniela Lima – Assessoria de Imprensa do CFEMEA Tel: (61) 3224-1791 ou (61) 8406-8828 / (61) 9975-7964... << Nenhuma Rede de Mulheres da AMARC Brasil 03/08/2010 10:00 1
João Paulo Malerba
João Malerba
O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento... ver mais Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento socialista na luta das mulheres? E o 8 de Março, como nasceu? A data teve origem a partir do quê? Onde? Estas e outras questões mereceram uma atenção especial em 2003, quando nos jornais e na Internet apareceram repetidamente versões diferentes. Todas, no entanto, esqueceram a palavra-chave, que está na luta da mulher por sua libertação: mulher “socialista”. Em 2003, nas vésperas do 8 de Março, o jornal cearense O Povo publicou um longo artigo de uma professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE) que deixou muita gente assustada. O mesmo aconteceu com vários artigos que circularam pela Internet. Para encarecer a dose, logo após a comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 2003, o novo jornal que acabara de sair, Brasil de Fato, no seu número 1, também trazia um artigo da mesma professora da UFCE, Dolores Farias, que reafirmava o que ela havia escrito no jornal O Povo, dias antes. Houve pessoas que ficaram furiosas com a contestação da origem da data do Dia Internacional da Mulher. Procurando entender o porquê desta confusão. Na verdade, a questão da origem do 8 de Março já é discutida há uns 40 anos. Em 1996, o Jornal do Brasil trazia um artigo da professora da UFRJ, Naumi Vasconcelos, no qual ela dizia que a tal greve de Nova Iorque, em 1857, quando teriam morrido 129 operárias queimadas vivas, nunca existiu. E ela afirma que a origem desta data é bem outra. No mesmo ano, em março, Conselho de Classe jornal do SEPE, Sindicato dos Profissionais de Educação da rede pública do Estado do Rio de Janeiro, trazia um artigo da mesma professora Naumi, com o título sugestivo de: Quem tem medo do 8 de Março? Este mesmo texto da Naumi já tinha sido publicado no mensário Em Tempo, pouco antes. Uma pesquisa de 12 anos Neste artigo, a autora citava, como fonte fundamental para a discussão, um livro de uma pesquisadora canadense intitulado: O Dia Internacional da Mulher – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas. Este livro, da autora canadense Renée Côté, saiu em 1984, mas estranhamente ficou esquecido por várias razões. O livro da Renée é totalmente antiacadêmico, anticonvencional. Mas, mais do que a forma, o que fez o livro cair em esquecimento é o que ela afirma, que incomoda muita gente. Ela prova por a+b, ao longo de 240 páginas, que as certezas criadas nos anos de 1960, 70 e 80 pelos movimentos feministas, a respeito do surgimento do 8 de Março, são pura ficção. Ela derruba um mito caro às mulheres feministas, que tanto penaram para afirmar esta data. Além disso, o livro acabou caindo no esquecimento porque é mais fácil aceitar versões já consolidadas de histórias, caras às nossas vidas, do que questionar mitos estabelecidos. Assim como, para muitos, é mais fácil aceitar a historinha de Adão e Eva, criados do barro, uns seis mil anos atrás, do que questionar as origens do homem, bem mais complexas, centenas de milhares de anos atrás. Há um outro fator determinante que fez o livro da autora canadense cair no limbo: ela deixa transparecer, o tempo todo, sua visão favorável à autonomia dos movimentos sociais frente aos partidos e mostra uma prevenção à própria idéia de partido político. O livro se insere no grande leito de luta autonomista, típica dos movimentos de esquerda dos anos 70. Isto cria uma animosidade com muitos setores da esquerda mais influente, que poderiam divulgar sua obra. Mas, deixando de lado simpatias, ou alergias, vamos entrar no cipoal deste mito. A explicação da origem do mito da greve de Nova Iorque de 1857, nos EUA, e do esquecimento de outra greve real, concreta e julgada inoportuna pelo Partido e pelo Sindicato, de 1917 na Rússia, vamos ver só no final do artigo. A questão-chave é ver por quê, no mundo bipolar da Guerra Fria dos anos 60 do século passado, os dois blocos em disputa aceitaram a versão de uma greve de mulheres, em 1857, nos EUA, e esqueceram uma outra greve de mulheres, em 1917, na Rússia. Os motivos são mais políticos que psicológicos. Há vários estudos, cada um acompanhado de uma vasta bibliografia, que vão no mesmo sentido das pesquisas da Renée Côté. Entre eles destacamos os artigos “8 de Março: Conquistas e Controvérsias” de Eva A. Blay, de 1999. Outro estudo é de Liliane Kandel, de 1982, “O Mito das Origens: sobre o Dia Internacional da Mulher”. Outro texto muito rico é da Sempreviva Organização Feminista (SOF), de 2000, “8 de Março, Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida”. Vamos apresentar a síntese destas recuperações históricas. O clima mundial quando nasceu o mito de 1857 Na década de 60 o mundo vivia uma grande convulsão político-ideológica. Somente no começo dos anos 70, o jogo se define e o bloco ocidental americano, isto é, capitalista, leva a melhor sobre o bloco soviético, socialista. A chegada do homem à lua, por parte dos americanos, em 69, definiu o destino da humanidade por várias décadas e, quem sabe, séculos. A URSS, a partir dessa data, entra em rápida decadência e o bloco americano caminha rumo ao império neoliberal mundial. Esta década foi um vendaval nos costumes e ideologias do mundo. Mexeu com todo o equilíbrio político-cultural do planeta. Os anos 60 começam com a vitória do povo da Argélia contra o colonizador francês que foi o estopim das guerras de libertação no Congo, Senegal, Nigéria, Ghana e em toda a África. A China vivia sua Revolução Cultural, com o famoso Livro Vermelho de Mao Tse Tung, que influenciava milhões de jovens no mundo inteiro. O Vietnã, após ter derrotado a França em 54, enfrentava e preparava a derrota do maior exército do mundo. Os países ex-coloniais tinham criado o movimento dos Não-alinhados. O mundo árabe, sob a liderança de Nasser, começava a se mexer. Enquanto isso, a Revolução Cubana, com os barbudos Fidel e Che, era um modelo para os revolucionários da América Latina e do mundo. No bloco soviético, aumentava a contestação interna com a Primavera de Praga, em 68, na República Tcheca. Enquanto isso, a Igreja Católica vivia as dores do parto do nascimento da Teologia da Libertação, pós-Concílio Vaticano II, que negava o apoio a exploradores, opressores, colonizadores e senhores da guerra, com suas cruzadas, e começava a falar em libertação dos oprimidos. No mundo ocidental, os costumes tradicionais eram contestados pela entrada em cena do mundo jovem: Beatles, Woodstock, Black Power, movimento hippie e Panteras Negras. Na América Latina, faziam-se guerrilhas contra ditadores representantes do capital local e capachos do imperialismo americano. As mulheres americanas e européias haviam descoberto a pílula e as dos países do Terceiro Mundo, a metralhadora, nas guerrilhas lado a lado com os homens. No Ocidente, os estudantes passaram dos livros de Marcuse a Alexandra Kollontai e Wilhem Reich com sua Revolução Sexual e A Função do Orgasmo. As mulheres americanas se manifestavam contra a Guerra do Vietnã e falavam em Women's Lib, libertação das mulheres. Os estudantes erguiam barricadas em Paris, tomavam as ruas em Praga, Berkley e Rio de Janeiro e falavam de revolução e de amor: revolução social e sexual. E as feministas nas suas manifestações falavam de “mística feminina” e queimavam sutiãs nas praças públicas. Nesse caldeirão cultural mundial, em Chicago, em 1968 e em Berkley, em 69, se retoma, através de boletins e jornais feministas, a idéia do Dia Internacional da Mulher. Só que se esquece de que no começo do século, quando nasceu o Dia da Mulher, se acrescentava a qualificação de socialista. Este dia tinha caído no esquecimento, enterrado por sucessivas avalanches históricas. As duas guerras mundiais, a burocratização stalinista da União Soviética e o avanço do capitalismo ocidental na sua versão clássica americana, ou na sua versão socialdemocrata européia, cada vez menos socialista, não tinham interesse em comemorar o 8 de Março. Nos países comunistas, após a 2ª Guerra Mundial, voltaram as comemorações do 8 de Março. Mas estas eram mais para louvar a política dos seus respectivos governos do que para encaminhar a luta pela total libertação da mulher. É nesse clima político-ideológico que será retomada a idéia de se comemorar uma data internacional para a luta de libertação das mulheres. A origem do mito da greve de 1857 O que estamos acostumados a ler nos boletins de convocação do Dia da Mulher é a história de uma greve, que aconteceu em Nova Iorque, em 1857, na qual 129 operárias morreram depois de os patrões terem incendiado a fábrica ocupada. A primeira menção a essa greve, sem nenhum dos detalhes que serão acrescentados posteriormente, aparece no jornal do Partido Comunista Francês, na véspera do 8 de Março de 1955. Mas onde se dá a fixação da data do 8 de março, devido a esta greve, é numa publicação, que apareceu em Berlim, na então República Democrática Alemã, da Federação Internacional Democrática das Mulheres. O boletim é de 1966. O artigo fala rapidamente, em três linhas, do incêndio que teria ocorrido em 8 de março de 1857 e depois diz que em 1910, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, em lembrança à data da greve das tecelãs americanas, 53 anos antes, teria proposto o 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher. A confusão feita pelo jornal L ´Humanité não fala das 129 mulheres queimadas. Aonde se começa a falar desta mulheres queimadas é na publicação da Federação das Mulheres Alemã, alguns anos depois. Esta historinha fictícia teve origem, provavelmente, em duas outras greves ocorridas na mesma cidade de Nova Iorque, mas em outra época. A primeira foi uma longa greve real, de costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910. A segunda foi uma outra greve, uma das tantas lutas da classe operária, no começo do século XX, nos EUA. Esta aconteceu na mesma cidade em 1911. Nessa greve, em 29 de março, foi registrada a morte, durante um incêndio, causado pela falta de segurança nas péssimas instalações de uma fábrica têxtil, de 146 pessoas, na maioria mulheres imigrantes judias e italianas. Esse incêndio foi, evidentemente, descrito pelos jornais socialistas, numerosos nos EUA naqueles anos, como um crime cometido pelos patrões, pelo capitalismo. Essa fábrica pegando fogo, com dezenas de operárias se jogando do oitavo andar, em chamas, nos dá a pista do nascimento do mito daquela greve de 1857, na qual teriam morrido 129 operárias num incêndio provocado propositadamente pelos patrões. E como se chegou a criar toda a história de 1857? Por que aquele ano? Por que nos EUA? A explicação, provavelmente, é a combinação de casualidades, sem plano diabólico pré-estabelecido. Assim como nascem todos os mitos. A canadense Renée Côté pesquisou, durante dez anos, em todos os arquivos da Europa, EUA e Canadá e não encontrou nenhuma traça da greve de 1857. Nem nos jornais da grande imprensa da época, nem em qualquer outra fonte de memórias das lutas operárias. Ela afirma e reafirma que essa greve nunca existiu. É um mito criado por causa da confusão com as greves de 1910; de 1911, nos EUA; e 1917, na Rússia. Essa confusão se deu por motivos históricos políticos, ideológicos e psicológicos que ficarão claros no fim do artigo. Pouco a pouco, o mito dessa greve das 129 operárias queimadas vivas se firmou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político. Já em 1970, o mito das mulheres queimadas vivas estava firmado. Rapidamente foi feita a síntese de uma greve que nunca existiu, a de 1857, com as outras duas, de costureiras, que ocorreram em 1910 e 1911, em Nova Iorque. Nesse ano de 1970, com centenas de milhares de mulheres americanas participando de enormes manifestações contra a guerra do Vietnã e com um forte movimento feminista, em Baltimore, EUA, é publicado o boletimMulheres-Jornal da Libertação. Neste já se reafirmava e se consolidava a versão do mito de 1857. Mas, na França, essa confusão não foi aceita tranqüilamente por todas e todos. O jornal nº 0, de 8 de março de 1977, História d´Elas, publicado em Paris, alerta para esta mistura de datas e diz que, em longas pesquisas, nada se encontrou sobre a famosa greve de Nova Iorque, em 1857. Mas o alerta não teve eco. Dolores Farias, no seu artigo no Brasil de Fato, nº 2, nos lembra que, em 1975, a ONU declarou a década de 75 a 85 como a década da mulher e reconheceu o 8 de março como o seu dia. Logo após, em 1977, a Unesco reconhece oficialmente este dia como o Dia da Mulher, em homenagem às 129 operárias queimadas vivas. No ano de 1978, o prefeito de Nova Iorque, na resolução nº 14, de 24/1, reafirma o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado oficialmente na cidade de Nova Iorque. Na resolução, cita expressamente a greve das operárias de 1857, por aumento de salário e por 12 horas de trabalho diário, e mistura esta greve fictícia com uma greve real que começou em 20 de novembro de 1909. O mito estava fixado, firmado e consolidado. Agora era só repeti-lo. Por que a cor lilás? A partir de 1980, o mundo todo contará esta história acreditando ser verdadeira. Aparecerá até um pano de cor lilás, que as mulheres estariam tecendo antes da greve. Daquela greve que não existiu. A mitologia nasce assim. Cada contador acrescenta um pouquinho. “Quem conta um conto aumenta um ponto”, diz nosso ditado. Por que não vermelho? Porque vermelhas eram as bandeiras das mulheres da Internacional. Vermelhas eram as bandeiras de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai, delegadas dos seus partidos, à 1ª Conferência das Mulheres Socialistas, em 1907; e da 2ª, na Dinamarca, em 1910. Nesta última foi decidido que as delegadas, nos seus países, deveriam comemorar o Dia da Mulher Socialista. A cor lilás na luta das mulheres tem uma origem engraçada. A feminista Sylvia Pankrust nos conta que esta foi adotada pelas sufragistas inglesas, em 1908, junto com outras duas cores, como símbolo de sua luta. Estas lutadoras pelo direito de voto escolheram o lilás, o verde e o branco. O lilás se inspirava na cor da nobreza inglesa, o branco simbolizava a pureza da luta feminina e o verde a esperança da vitória. Historicamente, vamos reencontrar a cor lilás na retomada do feminismo, nos anos 60. O vermelho estava muito ligado aos Partidos Comunistas do Bloco Soviético que, na verdade, já tinham muito pouco de socialismo, ou de comunismo. Além disso, historicamente, vários destes partidos pouco apoio haviam dado às lutas específicas das mulheres. A expressão "Libertação da Mulher" não era própria destes partidos. Neles, a luta da mulher era vista quase só com o objetivo de integrá-la à luta de classe. A luta feminista, para muitos comunistas, só atrapalhava a luta geral do proletariado. Tirava forças da luta principal. Foi nesse clima que, nas décadas de 60 e 70 do século passado, a luta feminista foi retomada, num processo de auto-organização das mulheres. No movimento feminista havia uma forte crítica à prática da maioria dos partidos e sindicatos. Muitos movimentos se organizaram de forma autônoma, lutando para garantir sua independência. Assim, várias feministas adotadaram a cor lilás, como uma nova síntese entre as cores azul e rosa. O vermelho das bandeiras das mulheres da Internacional foi esquecido. Na década de 70, as mulheres socialistas reafirmavam a origem socialista do 8 de Março, ao mesmo tempo em que várias delas assumiam a cor lilás como cor específica da luta feminista. A libertação da mulher tem origem na luta socialista A idéia da libertação da mulher nasceu na terra fértil do movimento socialista mundial, no final do século XIX e começo do século XX. As raízes desta batalha podem ser encontradas nos escritos de Marx e Engels. A visão da família, da mulher proletária e da burguesa que permeiam A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, de Engels, é a base da visão dos socialistas sobre a necessidade da libertação da mulher proletária. A frase de Marx, “A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem”, demorou para dar seus frutos, mas deu. Contemporâneos de Marx, Paul Lafargue e Laura Marx foram batalhadores da igualdade e da libertação feminina, em seus vários escritos, sobretudo em seu livro mais conhecido, Direito à Preguiça. Clara Zetkin, desde 1890, logo após a fundação da Internacional Socialista, começou a falar, escrever e organizar a luta das mulheres visando a integrá-las à luta socialista. Visando a que elas tomassem seu lugar na luta de classes, na revolução socialista que estava próxima. Fora da 2ª Internacional, a tradição anarquista de uma parte do movimento operário também exigia a igualdade de homens e mulheres. A realidade, naquele começo do movimento da classe trabalhadora ainda era dura: partido e sindicato eram coisas de homem. Mas, mesmo nesse ambiente desfavorável, grandes mulheres passaram a discutir com as maiores lideranças da época e deixaram suas marcas em livros e artigos e na organização das forças revolucionárias. Foi neste embate de idéias que um dos teóricos da Internacional, August Bebel, em 1885, escreveu seu livro A Mulher e o Socialismo. E é nesse grande rio que deságua o célebre A Nova Mulher e a Moral Sexual, de Alexandra Kollontai, mais de 20 anos depois. Nesse ambiente de lutas operárias e de discussões teóricas, no campo socialista, é que nasceu a luta pela participação política e, pouco a pouco, pela libertação da mulher. A partir do começo do século XX, essa batalha das socialistas se cruzou com a do movimento das mulheres independentes, em sua maioria pertencentes às classes média e alta, que estavam em campanha pelo direito de voto. Essas mulheres, nos Estados Unidos e na Inglaterra, ao reivindicar o sufrágio para as mulheres, ficaram conhecidas como assufragistas e suas relações com as socialistas eram de conflito, devido às visões e a posição de classe diferentes. As mulheres socialistas criam o Dia da Mulher Desde 1901, nos EUA, logo após a criação do Partido Socialista, surge a União Socialista das Mulheres, com a finalidade de reivindicar o direito de voto feminino. Entre os anos 1900 e 1908, sempre nos Estados Unidos, nascem vários clubes de mulheres, uns intimamente ligados ao Partido Socialista, outros mais autônomos, anarquistas ou não. Todos exigiam o direito de voto para as mulheres. Em 1908, a Federação dos Clubes de Mulheres Socialistas de Chicago toma a iniciativa, autônoma, não ligada oficialmente ao Partido Socialista, de chamar para um Dia da Mulher, num teatro da cidade. Era o domingo, 3 de maio. Os debates do dia tinham dois temas de pauta: 1. A educação da classe trabalhadora. 2. A mulher e o Partido Socialista. Nessa conferência, o palestrante Ben Hanford repetiu uma das idéias-chaves de Engels no seu A Origem da Família da Propriedade e do Estado. Nas palavras do orador, de acordo com Engels, “As mais exploradas são as mães do nosso povo. Elas estão de mãos e pés amarrados pela dependência econômica. São forçadas a vender-se no mercado do casamento, como suas irmãs prostitutas no mercado público.” Mas não foi esse encontro independente, no teatro The Garrick, de Chicago, que foi reconhecido pelo Partido Socialista como começo da comemoração do Dia da Mulher. A iniciativa desse dia tinha nascido fora da estrutura oficial do Partido. O primeiro dia da Mulher, nacional, assumido pelo Partido, foi no ano seguinte, em Nova Iorque, em 28 de fevereiro de 1909. Em outras cidades do País, como Chicago, o dia foi celebrado em outras datas. O objetivo desse dia, convocado pelo Comitê Nacional da Mulher do Partido Socialista americano, “era obter o direito de voto e abolir a escravidão sexual.” O panfleto de convocação dizia: “A realização da revolução das mulheres é um dos meios mais eficazes para a revolução de toda a sociedade.” Desde o começo do século, nos EUA havia um importante movimento pelo voto feminino, fora da órbita dos socialistas. A maioria das mulheres do Partido consideravam esse movimento como um movimento de mulheres brancas e de classe média. Dentro do Partido Socialista havia um constante vai-e-vem sobre esse tema. Por seu lado, as mulheres anarquistas não viam nenhum sentido na luta pelo voto, nem das mulheres e nem dos homens. O meio para construir uma nova sociedade, e a igualdade entre homens e mulheres, na visão anarquista, não seria certamente o voto, e sim a ação direta revolucionária. A principal porta-voz desta visão era a revolucionária anarquista Emma Goldman. O ambiente americano favorecia esta reivindicação do direito de voto. Até o ano de 1909, somente em quatro estados era reconhecido o direito ao voto feminino. A extensão do voto para toda mulher americana só viria em 1920. Na Europa, o movimento das mulheres socialistas, liderado por Clara Zetkin, também era cheio de zige-zagues. No começo, dentro da Internacional, se levava uma guerra sistemática contra a luta pelo direito de voto feminino, visto como uma forma de desviar as forças revolucionárias das mulheres e considerado como uma reivindicação burguesa. Era assim que eram tachadas as sufragistas, seja da Europa que da América, pelos socialistas. Essa visão européia será adotada pelo Partido Socialista americano, em meio a grandes debates e com vozes discordantes. No meio do calor e das contradições desse debate, na 1ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1907, em Stuttgart, 58 delegadas de 14 países elaboraram uma proposição que comprometia os vários Partidos Socialistas a entrar na luta pelo voto feminino. A resolução foi elaborada, na véspera, na casa de Clara Zetkin, por ela e duas camaradas, suas hóspedes: Rosa Luxemburgo e a única russa da Conferência, Alexandra Kollontai. É nesse clima de embates que, em 1910, o Partido Socialista americano organiza, pela segunda vez, o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro, em Nova Iorque. O objetivo do dia é declarado sem rodeios no convite: “Arrolar as mulheres no exército dos camaradas da revolução social.” Esta comemoração, de 1910 foi marcada por uma grande participação de operárias. Eram as costureiras da cidade que haviam terminado uma longa greve pelo direito de ter o seu sindicato reconhecido. A greve durou de 22 de novembro de 1909 até 15 de fevereiro de 1910, quase na véspera do Dia da Mulher. Foi uma greve longa, dura, com fortes piquetes reprimidos com violência pela polícia, que prendeu mais de 600 pessoas. Encerrada a greve, as costureiras participaram ativamente da preparação e da realização do Dia da Mulher chamado pelo Partido Socialista. Dois meses depois, em maio, no congresso do partido, realizado em Chicago, foi deliberado que o partido americano enviaria delegados ao Congresso da Internacional, a ser realizado em agosto, com a tarefa, entre outras, de propor ao plenário que o Dia da Mulher fosse assumido pela Internacional. Esse dia deveria tornar-se o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado pelos socialistas, no último domingo de fevereiro de cada ano. Em agosto desse ano, antes do Congresso da Internacional, se realizou em Copenhague, na Dinamarca, a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas. Foi então que as delegadas americanas levaram a proposta aprovada no Congresso do seu partido. Assim, aceitando a proposta das delegadas dos Estados Unidos, Clara Zetkin e outras camaradas propõem a realização anual do Dia Internacional da Mulher. O dia ficou indefinido. Ficou a cargo de cada país escolher a data melhor para comemorar este dia. A resolução aprovada será publicada logo em seguida, no jornal dirigido por Clara, A Igualdade, em 29 de agosto. “As mulheres socialistas de todas as nações organizarão um Dia das Mulheres específico, cujo primeiro objetivo será promover o direito de voto das mulheres. É preciso discutir esta proposta, ligando-a à questão mais ampla das mulheres, numa perspectiva socialista.” A outra proposta, de comemorar o Dia da Mulher junto com a data já clássica da luta operária, o 1º de Maio, defendida por Clara e várias outras delegadas, foi derrotada. O dia da Mulher deveria ser comemorado num dia próprio, específico. O Dia da Mulher se fixa em 8 de Março Na Europa, a primeira celebração do Dia Socialista das Mulheres aconteceu em 19 de março de 1911, por decisão da Secretaria da Mulher Socialista, órgão da Internacional. Alexandra Kollontai, que propôs a data, diz que foi para lembrar um levante de mulheres proletárias, na Prússia, em 19 de março de 1848. Nesse dia, escreveu Kollontai, as mulheres conseguiram do rei da Prússia a promessa, depois não cumprida, de obter direito de voto. Nos EUA, a tradição de realizar o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro se repetiu em 1911, 1912 e 1913. Em 1914, será comemorado em 19 de março, seguindo a indicação da Kollontai. Nos vários países da Europa, após a decisão da 2ª Conferência, onde havia um partido socialista, se começou a comemorar o Dia da Mulher. Na Suécia, a primeira comemoração foi em 1º de março de 1911. O mesmo aconteceu na Itália. Na França, o começo do Dia da Mulher foi em 1914, comemorado dia 9 de março, próximo ao Dia da Mulher na Alemanha. Em 1914, pela primeira vez, na Alemanha, Clara Zetkin e as mulheres socialistas marcam data do Dia da Mulher para 8 de março. Não se explicou o porquê dessa data, pois não precisava. Era um detalhe sem interesse. A data era totalmente indiferente. Tinha que ser qualquer dia. Importante era a realização do dia. Na Rússia, sob da opressão do czar, o primeiro Dia da Mulher só foi comemorado em 3 de março de 1913. Em 1914 todas as organizadoras do Dia da Mulher foram presas e com isso não houve comemoração. Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de Março. Era o mesmo dia que, na Alemanha, tinha sido escolhido em 1914. Foi nesse dia que explodiu a greve espontânea das tecelãs e costureiras de Petrogrado. Nesse dia, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a decisão do Partido, que achava que aquele não era o momento para qualquer greve, saíram às ruas em manifestação por pão e paz. Declararam-se em greve. Essa manifestação foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro. Em outubro o Partido Bolchevique lidera a grande Revolução Russa, nos “dez dias que abalaram o mundo”. Essa greve foi documentada nos escritos de Trotsky e de Alexandra Kollontai, ambos membros do Comitê Central do Partido Operário Socialdemocrata Russo e ambos, depois, proscritos pelo stalinismo vencedor. Kollontai escreve: "O dia das operárias, 8 de Março, foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução." Mas o texto que melhor nos conta os fatos da greve das operárias da Petrogrado é um longo trecho de Leon Trotsky, no primeiro volume de seu livro História da Revolução Russa. Vale a pena acompanhá-lo: “O 23 de fevereiro era o Dia Nacional das Mulheres. Programava-se, nos círculos da socialdemocracia, de mostrar o seu significado com os meios tradicionais: reuniões, discursos, boletins. Na véspera, ninguém teria imaginado que este Dia das Mulheres pudesse ter inaugurado a revolução. Nenhuma organização planejava alguma greve para aquele dia. Ainda por cima, uma das combativas organizações bolcheviques, o Comitê dos Tecelões de Rayon, formado essencialmente por operários, desaconselhava qualquer greve. O estado de espírito da massa, segundo Kaiurov, um dos chefes operários deste setor, era muito tenso e cada greve ameaçava tornar-se um confronto aberto. O Comitê julgava que o momento de começar hostilidades ainda não tinha chegado e que o Partido ainda não tinha forças suficientes e, ao mesmo tempo, a união entre soldados e operários ainda era insuficiente. Por isso tinha decidido não chamar para greve, mas para se preparar para a ação revolucionária, num futuro ainda não definido. Esta era a linha de conduta preconizada pelo Comitê, na véspera do dia 23, e parecia que todos a tivessem aceitado. Mas, na manhã seguinte, contra todas as orientações, as operárias têxteis abandonaram o trabalho em várias fábricas e enviaram delegadas aos metalúrgicos para pedir-lhes que apoiassem a greve. Foi a contra-gosto, escreve Kaiurov, que os bolcheviques, seguidos pelos operários mencheviques e pelossocialistas de esquerda se juntaram à marcha. Como se tratava de uma greve de massa, era necessário comprometer todo mundo para sair às ruas e estar à frente do movimento. Esta foi a resolução proposta por Kaiurov e o Comitê de Vyborov se sentiu forçado a aprová-la. Pelos fatos, é então certo que a Revolução de Fevereiro foi iniciada por elementos da base que passaram por cima da oposição das suas organizações revolucionárias, e que a iniciativa foi tomada espontaneamente por um contingente do proletariado explorado e oprimido mais que todos os outros, as operárias têxteis. (...) O empurrão final veio das enormes filas de espera em frente às padarias.” Em 1921, realizou-se, em Moscou, na URSS, a Conferência das Mulheres Comunistas que adota o dia 8 de Março como data unificada do Dia Internacional das Operárias. A partir dessa Conferência, a 3ª Internacional, recém-criada, espalhará a data 8 de Março como data das comemorações da luta das mulheres. Um dia esquecido e depois reinventado Na Rússia comunista, após a vitória da Revolução de Outubro, nos primeiros anos do novo regime, o dia 8 de Março era comemorado todo ano, como o Dia Internacional da Mulher Comunista. O dia, pouco a pouco, perdeu seu interesse e o adjetivo comunista foi caindo à medida que o ímpeto revolucionário da União Soviética começou a se arrefecer. Nos últimos anos da década de 20 e, sobretudo, nos anos 30, o Dia Internacional da Mulher, seja comunista ou socialista, se perderá na tormenta que se abateu sobre o mundo. A ascensão do nazismo na Alemanha, o triunfo do stalinismo na URSS e o declínio da socialdemocracia na Europa e o vendaval da 2ª Guerra Mundial enterram as manifestações do Dia das Mulheres. Fora dos países comunistas, no Ocidente, a humanidade só voltará a falar do Dia da Mulher, no final dos anos 60. Nesse lapso de tempo, o marco do 8 de Março, data da greve das operárias de Petrogrado, de 1917, foi esquecido. A data da vitória das revolucionárias rebeldes russas, que impôs a derrota do absolutismo do Czar e deslanchou a Revolução Russa, não interessava aos comunistas do mundo todo. Estes, quase todos, viviam anestesiados pelos encantos ou pelo terror stalinista. Retornar a lembrança daquele 8 de Março das operárias revolucionárias de Petrogrado também não interessava à Socialdemocracia, rejuvenescida após a destruição da Segunda Guerra Mundial e em conflito aberto com o comunismo dos países do bloco soviético. 8 de Março: uma data a celebrar Menos que menos, a data do 8 de Março de 1917, na nascente URSS, interessava o bloco capitalista ocidental, inimigo mortal da Rússia comunista. É neste clima, propício ao esquecimento da verdadeira história do Dia da Mulher, já na década de 1950, nas publicações do Partido Comunista, na França, se começou a falar de uma forte luta das operárias americanas, em 8 de março de 1857. Talvez, a famosíssima greve do 1º de Maio, na Chicago de 1886 e as numerosas greves nas tecelagens americanas estimularam as fantasias e levaram a enfatizar a participação dos Estados Unidos na luta da mulher, o que favoreceu esta confusão de datas. Pouco a pouco se deslocou a data para 1857, em Nova Iorque. E aí, em ondas sucessivas de contadores, se chegou a historinha completa. No dia 1º de Março de 1964, o jornal da CGT francesa, Antoinette, fala que “foram as americanas que começaram. Era 8 de março de 1857. Para exigir as 10 horas elas ocuparam as ruas de Nova Iorque”. É a continuação do que já tinha aparecido no jornal do PCF, nos anos anteriores. E finalmente, foi assim, sem precisar de uma conspiração organizada por um suposto império do mal, que na Alemanha Oriental, em 1966, a Federação das Mulheres Comunistas noticiou a história do Dia da Mulher, enriquecida com o martírio das 129 queimadas vivas. Tudo isto foi feito de forma confusa, misturando fatos com fantasias, com cada contador, escrevendo e inventando datas e detalhes. E foi assim, sem nenhuma deliberação conspiratória, que o mito que acabava de ser criado, em 1966, no Leste Europeu, começou a ser divulgado e foi depois enriquecido fartamente, nos EUA do final dos anos 60 e em todo o mundo ocidental. Depois disso, era só enriquecer o mito. O que foi feito, até sua cristalização em 1975, com a ONU e logo depois com a Unesco, em 1977. Uma data muito rica que não precisa de mitos Derrubar o mito de origem da data 8 de Março não implica desvalorizar o significado histórico que este adquiriu. Muito ao contrário. Significa retomar a verdade dos fatos que são suficientemente ricos de significado e que carregam toda a luta da mulher no caminho da sua libertação. Significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original. Significa voltar às origens do ideal socialista da maioria das mulheres que lutavam por um mundo novo sem exploração e opressão do homem pelo homem e especificamente da mulher pelo homem. Um dia que quer retomar a comemoração e a luta de um 8 de Março sem medos. Avançar sem medos e sem vergonha pelas derrotas sofridas pelas revoluções perdidas no século XX, rumo à conquista da libertação total das mulheres. Significa integrar todos os novos e importantíssimos aspectos da luta da libertação da mulher, descobertos com a evolução histórica da humanidade no século XX, com a retomada de suas raízes socialistas. Integrar à clássica luta libertária, socialista e comunista do começo do século XX, as contribuições de diferentes linhas de pensamento e países, que vão de Wilhem Reich a Simone de Beauvoir, de Herbert Marcuse a Samora Machel, de Betty Friedann a Rose Marie Muraro. Integrar toda a luta do feminismo para construir uma sociedade onde a mulher seja reconhecida como gente. Integrar estas elaborações teóricas com as lutas e as experiências de vida de milhares de ativistas, militantes e organizadoras da luta das mulheres, no mundo inteiro: das guerrilheiras latino-americanas, às mulheres vietnamitas, das trabalhadoras das fábricas às plantadoras de arroz da Índia, das Mães dos desaparecidos argentinos às lutadoras pela reforma agrária do MST. Uma longa luta sem medo da felicidade, sem medo do prazer. Sem medo de lutar por uma revolução, que deverá ser social, sexual, e profundamente cultural. Sem medo de levantar as bandeiras vermelhas da luta pela libertação da humanidade. A libertação de homens e mulheres. Anexo Datas básicas sobre a origem do 8 de Março 1900-1907 — Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra.1907 — Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: "Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino." 1908 — Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres. 1909 — Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman's Day. O Partido Socialista Americano toma a frente. 1910 — A terceira edição do Woman's Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro. — Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman's Day. — Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que aInternacional assuma o Dia Internacional da Mulher. "Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA". — Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: "As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (...) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres". Não é definida uma data específica. 1911 — Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança. — Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto). — Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio. 1912 — Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02. 1912 e 1913 — Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3. 1913 — Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3. 1914 — Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data. — A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca. — Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03 1917 — No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa. 1918 — Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo. 1921 — A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março. 1955 — Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas. 1966 — A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas. 1969 — Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher. 1970 — O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857. 1975 — A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher. 1977 — A Unesco encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas. 1978 — O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas. Saiba mais na página do Núcleo Piratininga de Comunicação, emwww.piratininga.org.br... << gênero  mulher  mulheres  8 de março  Questão de gênero 09/03/2010 12:54 0
Marina Vianna
Marina Vianna
Morte por câncer cresce em mulheres jovens O modo de vida da mulher moderna alterou o ranking das causas de morte. O Ministério da Saúde divulgou ontem o mapa da mortalidade feminina na idade fértil, entre 10 anos e 49 anos, e revela que... ver mais O modo de vida da mulher moderna alterou o ranking das causas de morte. O Ministério da Saúde divulgou ontem o mapa da mortalidade feminina na idade fértil, entre 10 anos e 49 anos, e revela que os cânceres já formam o grupo de doenças que mais matam, responsáveis por 23% dos casos. Os tumores malignos desbancaram os antes líderes "problemas do aparelho circulatório", que incluem enfartes e derrames, (hoje com 21%). Os hábitos de vida são apontados como responsáveis pela mudança. Os casos analisados são referentes ao ano de 2005. Nas causas específicas de mortes antes dos 50 anos, os acidentes de carro ganham destaque e ocupam o segundo lugar, perdendo apenas para os derrames. Cigarro, vida corrida, falta de atividade física, alimentação nada saudável e adiamento da maternidade. Essa é a receita apontada por Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital Estadual Pérola Byington - referência nacional no tratamento do câncer - para o aparecimento precoce dos tumores. "Além do diagnóstico hoje ser melhor, as mulheres fumam mais e são mais sedentárias, o que aumenta o risco precoce." As informações são do Jornal da Tarde. Agência Estado ... << saúde  câncer  mulher  sedentarismo  Sexualidade e Saúde 07/11/2008 13:15 0
Mariana Felippe
Mariana Felippe
CENTRO DOS ESTUDANTES e COLETIVO DE mulheres DE SANTOS promovem diversas atividades para comemorar o 8 de março MARÇO É O MÊS DAS MULHERES: CENTRO DOS ESTUDANTES e COLETIVO DE MULHERES DE SANTOS promovem diversas atividades para comemorar o 8 de março Entre as atividades estão debates, oficinas de... ver mais MARÇO É O MÊS DAS MULHERES: CENTRO DOS ESTUDANTES e COLETIVO DE MULHERES DE SANTOS promovem diversas atividades para comemorar o 8 de março Entre as atividades estão debates, oficinas de guitarra, dança, muay thai e sexualidade além de show de rock com bandas femininas! Confira a programação completa em http://blogdoces.org (Ajude a divulgar!!! Repasse aos seus contatos, avise seus amigos, publique nos seus sites e blogs.. e participe!) Vivemos numa sociedade em que determinadas diferenças transformam-se em desigualdade, sustentando uma hierarquia em que uns tem mais acesso a oportunidades que outros. Esses “uns” são homens, brancos, heterossexuais. Como o CES luta por uma universidade e sociedade mais justa, nosso calendário tem um MARÇO bem LILÁS!!!!!!! Nossas bandeiras estão na ordem do dia! As feministas do Coletivo de Combate a Opressões do CES, juntamente com o Coletivo de Mulheres da Baixada Santista prepararam inúmeras atividades que debatem o papel das mulheres na sociedade, os contextos em que ocorre opressão e as formas de combate as opressões e luta por igualdade entre homens e mulheres, ricos e pobres. Na semana passada, debatemos na Unimonte e Unesp “Meio Ambiente e Mulheres”. Dentre os próximos temas estão: - Mulher e Midia ( Mulher não é mercadoria!), “A luta das mulheres pela moradia”, “Mulheres, Trabalho e Sindicalismo”, História do Feminismo”, “Mulheres no Rock”. Além desses debates, teremos oficinas culturais ao longo do mês. O mês termina com um curso de formação sobre mulheres: “questão de Gênero”, com participação de Tânia Cruz, feminista e professora na Universidade Federal de Santa Catarina, e Dida Dias, também professora universitária na Baixada, ambas do Nucleo de Educação Popular 13 de Maio. Na festa de encerramento também teremos shows com bandas de rock femininas! A programação em detalhes pode ser conferida no: http://blogdoces.org Saudações feministas! A programação em detalhes pode ser conferida no: http://blogdoces.org Saudações feministas! 18/03 (quarta) -18h: Cineclube do CES na Unifesp (prédio Ponta da Praia - Av. da Praia, 89): “Kika” + Debate: “Almodóvar e feminices”, com Ana Lucilia (autora do livro “Almodóvar e a feminilidade”) e Marcela Mattos (autora do trabalho de pós graduação “Análise das personagens femininas de Almodóvar e Buñuel”);  21/03 (sábado) -Abertura da exposição “Mulheres no Rock” de Marcela Mattos, no CES; -15h30: Oficina de Guitarra para meninas, com Adriessa (Dominatrix), no CES; -18h: Oficina de Muay Thai para meninas, com a professora Andressa Saboya Prado, no CES;  22/03 (domingo) -13h: Oficina de “Dança do ventre como descoberta do próprio corpo” com Valéria Alves (educadora do Projeto Camará, São Vicente), no CES; -17h: Oficina de sexualidade, no CES;  28/03 (sábado) -Curso de formação política “Mulheres: Questão de Gênero” do 13 de Maio; -18h: Show com as bandas Comma, Siete Armas e Biggs + discotecagem “GRRRLS GONNA ROCK”;  29/03 (domingo) -Curso de formação política “Mulheres: Questão de Gênero” do 13 de Maio; -18h: Cineclube do CES: “Bela Donas” (documentário sobre meninas na cena punk/SP) + “Submundo de ambições” + debate com Anelise (diretora do documentário) Em anexo, o cartaz com a programação completa.... << ces  coletivo de mulheres da baixada santista  feminismo  mulheres  feministas  dia da mulher  Questão de gênero 15/03/2009 13:46 0
Rosangela Fernandes
Rosangela Fernandes
HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA mulheres Os homens entram na luta pelo fim da violência contra mulheres. No Rio de Janeiro, uma mobilização está marcada para o próximo domingo, mas cidadãos e cidadãs de todo o Brasil podem participar pela... ver mais Os homens entram na luta pelo fim da violência contra mulheres. No Rio de Janeiro, uma mobilização está marcada para o próximo domingo, mas cidadãos e cidadãs de todo o Brasil podem participar pela internet. Saiba como lendo o texto do Instituto Noos e do Instituto Promundo. ------------------------------------------------------------------------------------ O Instituto Noos e o Instituto Promundo, membros da Rede de Homens pela Equidade de Gênero, como parte das atividades dos 16 dias de ativismo pela Eliminação da Violência contra a Mulher, estarão promovendo uma sensibilização da população para os objetivos da Campanha Brasileira do Laço Branco e convidam a todos(as) para participar. Este ano estaremos também coletando assinaturas para a Campanha Homens Unidos pelo fim da Violência contra as Mulheres que conta com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. Também é possível assinar o abaixo assinado e no endereço http://www.homenspelofimdavio... Data: Domingo, 14/12/2008. Hora: das 10 às 13 horas Local: Calçadão da praia de Copacabana, em frente à Rua Constante Ramos (Posto 4) Parceiro no evento: Rio Mulher A Campanha do Laço Branco foi lançada originalmente no Canadá, em memória do dia 6 de dezembro de 1989, quando 14 mulheres foram assassinadas na Escola Politécnica de Montreal, pelo simples fato de serem mulheres e estarem estudando num reduto tradicionalmente masculino. A partir daí grupos de homens e mulheres passaram a utilizar o período do dia 25 de novembro (Dia Internacional da Erradicação da Violência contra a Mulher) ao dia 6 de dezembro para distribuir laços brancos a outros homens como símbolo desse compromisso de não violência contra as mulheres. O objetivo geral da Campanha do Laço Branco, realizada em diversos países, é sensibilizar e mobilizar instituições e os homens em geral no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Mais especificamente, a meta da campanha é mudar atitudes e comportamento dos homens para que: Ø se vejam como aliados nas iniciativas para eliminar a violência contra mulheres; Ø não se calem diante deste tipo de violência; Ø usem outras maneiras para resolver conflitos ao invés da violência. PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM! Mais informação sobre o Noos, o Promundo e a campanha podem ser obtidas nos sites: http://www.lacobranco.org.br/ www.noos.org.br www.promundo.org.br... << Nenhuma Criar Brasil 09/12/2008 11:47 0
COITÉ FM
COITÉ FM
Muitas homenagens no dia Internacional da mulheres Coiteenses Promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, aconteceu no último sábado (07/03) no Centro Cultural Ana Rios de Araújo a comemoração... ver mais Promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, aconteceu no último sábado (07/03) no Centro Cultural Ana Rios de Araújo a comemoração antecipada do dia Internacional das mulheres, celebrado mundialmente no dia 08 de março. O evento homenageou várias mulheres da sociedade coiteense e ofereceu palestras sobre assuntos que dizem respeito a classe feminina. Com presenças importantes como o prefeito municipal Renato Souza e seu vice Deraldo Ramos ao lado de Maria Eugênia (Geninha), Secretária Especial de Políticas para as Mulheres. Foram homenageadas como o troféu Mulher de Fibra 14 mulheres que deixaram sua marca no município. Segundo o prefeito que estava acompanhado de sua esposa, dona Luiza, o momento se repetirá anualmente, pois ele acredita que é com estes atos e eventos que pode se mostrar o verdadeiro valor da mulher. A enfermeira Jamile Lopes deu uma verdadeira aula sobre saúde feminina, abordando assuntos complexos como o câncer de útero e mama, além de apresentar cuidados indispensáveis no dia-dia da mulher, falando também de AIDS. A universitária Jamile Carneiro abordou a criação da Lei Maria da Penha e a apresentação da realidade do quadro de agressões contra a mulher em Coité que foi exposta pela Policial Militar Nara Rita que atua na 4ª CIA da PM que convive com os fatos reais na cidade. Estiveram animando a festa os artistas Tinho Mascarenhas e Luciana. ... << Nenhuma Nordeste em notícias 10/03/2009 08:42 0
Mariana Felippe
Mariana Felippe
Passeata pelo Dia Internacional de Luta das mulheres 8 de março – Dia internacional de luta das mulheres! Concentração 10hs na Praça Oswaldo Cruz Movimento feminista vai às ruas com críticas ao sistema capitalista e em defesa da legalização do... ver mais 8 de março – Dia internacional de luta das mulheres! Concentração 10hs na Praça Oswaldo Cruz Movimento feminista vai às ruas com críticas ao sistema capitalista e em defesa da legalização do aborto Manifestação acontece no dia 8 de março, às 10h, na Avenida Paulista, e terá como eixo a crítica ao modelo capitalista e as lutas por igualdade, liberdade e soberania popular. Marcha termina no Ibirapuera, com grande ato pela legalização do aborto. ”Nós não vamos pagar por esta crise! Mulheres livres! Povos soberanos!”. Com este mote, milhares de feministas irão às ruas de São Paulo neste 8 de março, em celebração ao Dia Internacional de Luta das Mulheres. A manifestação tem concentração marcada para às 10h, na Praça Oswaldo Cruz, de onde seguirá, pela Avenida Paulista, até o Ibirapuera. Diversos ônibus virão do interior do estado para se somarem ao protesto na capital. Este ano, as mulheres se posicionarão fortemente contra o modelo de desenvolvimento capitalista, responsável pela crise que atinge o planeta. “Não acreditamos em respostas superficiais para a crise. Somos contra os milhões retirados dos fundos públicos para salvar bancos e grandes empresas. Isso gera mais concentração de riqueza e reproduz o sistema capitalista patriarcal. Também somos contra qualquer tentativa de retirada dos direitos trabalhistas e de redução de salários, propagandeadas como soluções para a crise econômica. Queremos investimentos públicos que garantam as vagas de trabalho já existentes, que ampliem a oferta de vagas com carteira assinada e reforcem a rede de direitos sociais”, afirmam as organizações do movimento. Para o encerramento, está previsto um ato pela legalização do aborto em frente ao Monumento das Bandeiras.As mulheres protestarão contra a criminalização daquelas que, em diferentes estados, têm sido perseguidas e até processadas criminalmente por terem recorrido à prática do aborto para interromper uma gravidez indesejada. No Congresso Nacional, também está para ser instaurada uma CPI do aborto, cujo resultado, na avaliação das entidades que promovem o 8 de Março, trará apenas mais perseguição às mulheres. Abaixo, a íntegra do manifesto que será distribuído à população durante o ato. Neste 8 de março de 2009, levantamos nossas bandeiras contra o capitalismo, o imperialismo, o machismo, o racismo e a lesbofobia. Estamos nas ruas para afirmar o que queremos construir a partir do feminismo: um mundo livre de exploração, desigualdades e discriminação. Por uma transformação radical com igualdade, autonomia, liberdade e soberania popular! MANIFESTO COMPLETO Feministas contra o capitalismo patriarcal! As crises financeira, econômica, ambiental e alimentar que afetam o planeta e nossas vidas não são fenômenos isolados. Trata-se de uma crise global, gerada por esse modelo de desenvolvimento, baseado na superexploração do trabalho e na especulação financeira. Uma de suas bases de sustentação é a opressão das mulheres, que combina machismo e capitalismo, transformando tudo em mercadoria e colocando preço inclusive em nossos corpos. Não acreditamos em respostas superficiais para a crise. Somos contra os milhões retirados dos fundos públicos para salvar bancos e grandes empresas. Isso gera mais concentração de riqueza e reproduz o sistema capitalista patriarcal. Também somos contra qualquer tentativa de retirada dos direitos trabalhistas e de redução de salários, propagandeadas como soluções para a crise econômica. Queremos investimentos públicos que garantam as vagas de trabalho já existentes, que ampliem a oferta de vagas com carteira assinada e reforcem a rede de direitos sociais. Nós, mulheres feministas, afirmamos: as mulheres não vão pagar por esta crise! É urgente avançarmos na construção de alternativas socialistas a este modelo. Em vez dos agrocombustíveis e da privatização da natureza, defendemos mudanças na forma de produzir alimentos, a redução do padrão de consumo, e a produção descentralizada de energia. Afirmamos que os bens comuns de nosso território – incluindo a água, a biodiversidade e o petróleo encontrado na camada do pré-sal – são do povo brasileiro e devem ser utilizados para garantir desenvolvimento social e econômico de toda a população. A resposta à crise alimentar não pode vir dos transgênicos, e sim da reforma agrária, da produção agroecológica e da garantia de nossa soberania alimentar. Por um mundo com igualdade para todas as mulheres! Construir a igualdade em nossa sociedade passa por valorizar o trabalho das mulheres e garantir sua autonomia econômica. Assim, defendemos a valorização do salário mínimo e lutamos por um modelo de proteção social solidário, universal e inclusivo, com direito à saúde, assistência social e aposentadoria digna para todos e todas. Hoje, existem no Brasil mais de 40 milhões de pessoas fora da previdência social. Dessas, 30 milhões são mulheres. Por isso, somos contra a proposta do governo federal, em discussão na reforma tributária, de desvincular todo o sistema de seguridade social de suas fontes de financiamento. Isso resultará num corte de 40% no orçamento da seguridade social, que representa a perda de R$ 24 bilhões anuais no orçamento da previdência. Para conquistar igualdade, é preciso ampliar os serviços públicos e realizar a reforma urbana. É preciso parar com a privatização de unidades de saúde e das creches municipais, impulsionadas pelos governos municipal e estadual da coligação DEM/PSDB. Se o Estado não garante direitos sociais fundamentais como estes, aumenta o trabalho de cuidados com as pessoas, que é realizado cotidianamente por nós, mulheres. Lutamos para que esse trabalho seja dividido com os homens, e com a sociedade. Queremos igualdade para todas as mulheres. Por isso, combatemos o racismo em todas as suas manifestações e a banalização da imagem da mulher veiculada na mídia. Essa imagem vendida pela indústria cultural contribui para mercantilizar nossas vidas e reflete a desigualdade e a violência que sofremos dia a dia. Defendemos o controle social e a democratização dos meios de comunicação. Em luta por autonomia e liberdade! Vivemos um momento de criminalização das mulheres, no qual luta por nossa autonomia tem sido duramente atacada. Em vários estados, mulheres têm sofrido perseguições, humilhações e até condenações criminais por terem realizado aborto. No Congresso Nacional, está para ser instaurada uma CPI do aborto, cujo resultado trará apenas mais perseguição às mulheres. A maternidade deve ser uma decisão consciente, não uma obrigação. Criminalizar o aborto não impedirá que ele aconteça. Pelo contrário. Manter o aborto na ilegalidade condena às mulheres pobres – sobretudo jovens e negras – a se submeterem à práticas inseguras para interromper uma gravidez indesejada. Seguiremos nas ruas de todo o país, mobilizadas contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto! Denunciamos todas as manifestações de violência contra a mulher! No estado de São Paulo, o estupro é a segunda causa de morte (fonte: secretaria estadual de segurança pública). As mulheres têm o direito de viver uma vida livre de violência! Em defesa da paz, da solidariedade e da soberania popular! As guerras mantêm e aprofundam a desigualdade no mundo. Em situações de conflitos armados, as mulheres são vítimas de violações sistemáticas, físicas e psicológicas. Vemos hoje a feminização dos campos de refugiados. Por isso, somos solidárias a todas aquelas que vêem a soberania de seus povos atacada pelo imperialismo, seja na República Democrática do Congo, no Haiti e, sobretudo na Palestina. Ali, os bombardeios de Israel já deixaram milhares de mortos e feridos, em sua maioria mulheres, idosos e crianças. Nos somamos às vozes de todo o planeta contra o massacre da Palestina, indo às ruas no dia 30 de março expressar nosso repúdio ao governo de Israel. Nos solidarizamos aos processos de construção de alternativas em curso na América Latina, que recuperam a soberania dos povos sobre seu território e seus recursos naturais. Estamos em luta por soberania dos povos, e liberdade para as mulheres! Estamos todas nas ruas neste 8 de março confrontando o sistema capitalista e patriarcal que nos oprime e explora. Nas ruas e em nossas casas, nas florestas e nos campos, no prosseguir de nossas lutas e no cotidiano de nossas vidas, manteremos nossa rebeldia e mobilização. Organizações: CIM, Marcha Mundial das Mulheres, UBM, União de Mulheres SP, Centro Maria Maria, Articulação Mulher e Mídia, Oriashé, Liga Brasileira de Lésbicas, Casas Cidinha Kopcak, Viviane dos Santos, Sofia e Eliane de Gramond, SOF - Sempreviva Organização Feminista, Coletivo Dandara USP, Fuzarca Feminista, Católicas pelo Direito de Decidir, Coletivo Nacional de Lésbicas Negras, CMB, Observatório da Mulher, Rede Feminismo e Economia, Coletivo de Mulheres de Campo Limpo, Mulheres de Botucatu, Lins, Pirituba, Várzea Paulista, São José dos Campos, Taboão da Serra, Campinas, ABCD e Santos, Coletivo de Mulheres da Baixada Santista, Conselho de Yalorisas Ebomys e Ekedys Negras/SP, Promotoras Legais e Populares, Hip Hop Mulher, Fala Preta!, Jovens Feministas de SP, Guerrilha Feminista, Coletivo de Mulheres de Santos, Comissão de Mulheres Comunidade Oyá e Ogum, FMP, Frente Nacional pela Legalização do Aborto, Jornadas pelo Direito ao Aborto, Mov.de Mulheres Negras, Rede Feminista Sexualidade e Saúde, Associação Fala Mulher, Ass. Viva Mulher, Intervozes, MST, CUT, CTB, Intersindical, APEOESP, Sindicatos dos Metroviários, Psicólogos, Sindsep, Sintratel, Metalúrgicos de Santos, Químicos Unificados de Campinas e região, Bancários de Santos e Região, Petroleiros do Litoral Paulista, Centros Acadêmicos: Benevides Paixão, Letras e Lingüística, Enfermagem da Unicamp, DCE Unicamp, UEE-SP, ENECOS/SP, Assembléia Popular, CMP, Frente de Luta por Moradia, União dos Movimentos de Moradia, Fórum Centro Vivo, Con. Munc. Pessoa com Deficiência, Movimento Sem Teto do Centro, Fórum Trabalhadoras/es Desempregadas/os, Mulheres do PT Capital/Estadual, PSOL, PCB, PC do B, PTB, Consulta Popular, Marcha Mundial pela Paz e Não Violência, Facesp, Juventude do PT, União da Juventude Socialista, Cenarab /SP, Juventude LibRe, Instituto Polis, Unegro, Ass. Brasileira de Inclusão Social-ABIS, Ass. Favelas de S.J. dos Campos Movimento Humanista, MMM de São José dos Campos, Coletivo Sind. Alerta Petroleiro, Candaces-BR.... << 8 de março  dia internacional de luta das mulheres  são paulo  dia da mulher  Cultura Popular e Cidadania 26/02/2009 18:17 0
João Paulo Malerba
João Malerba
ONU cria nova estrutura para o empoderamento das mulheres Criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de... ver mais Criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de negociações entre Estados-membros da ONU e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo Nova York (EUA) - Numa decisão histórica, a Assembleia Geral da ONU votou por unanimidade hoje (2/7), em Nova York, a criação de uma nova entidade para acelerar o progresso e o atendimento das demandas das mulheres e meninas em todo o mundo. A criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de negociações entre Estados-membros da ONU e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo. Faz parte da agenda de reforma das Nações Unidas, reunindo recursos e de mandatos de maior impacto. "Sou grato aos Estados-Membros, por ter este grande passo em frente para as mulheres do mundo e meninas", disse o secretário-geral Ban Ki-moon, em um comunicado elogiando a decisão. "ONU Mulheres vai aumentar significativamente os esforços da ONU para promover a igualdade de gênero, expandir as oportunidades e combater a discriminação em todo o mundo", completou. A ONU Mulheres será construída a partir do trabalho de quatro instâncias das Nações Unidas, cuja atuação se concentra na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres: • Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW, criada em 1946) • Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para a Promoção da Mulher (INSTRAW, criada em 1976) • Escritório de Assessoria Especial em Questões de Gênero (OSAGI, criada em 1997) • Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM, criada em 1976) "Felicito aos dirigentes e funcionários da DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM pelo seu compromisso com a causa da igualdade de gênero e vou contar com o seu apoio à medida que entramos numa nova era no trabalho da ONU para as mulheres", disse o secretário-geral Ban . "Eu fiz a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres uma das minhas prioridades de trabalho para acabar com o flagelo da violência contra as mulheres, a nomeação de mais mulheres a altos cargos, os esforços para reduzir as taxas de mortalidade materna", observou Ban. Durante muitas décadas, a ONU fez progressos significativos na promoção da igualdade de gênero através de acordos marco, tais como a Declaração e a Plataforma de Ação de Beijing e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres. A igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. O empoderamento das mulheres é um catalisador para a prosperidade da economia, estimulando a produtividade e o crescimento. No entanto, as desigualdades de gênero permanecem profundamente arraigadas em cada sociedade. Mulheres em todas as partes do mundo sofrem violência e discriminação e estão subrepresentadas em processos decisórios. Altas taxas de mortalidade materna continuam a ser motivo de vergonha global. Por muitos anos, a ONU tem enfrentado sérios desafios nos seus esforços para promover a igualdade de gênero no mundo, incluindo a descentralização dos financiamentos e ausência uma única instância para controlar r as atividades da ONU em questões de igualdade de gênero. Pleno funcionamento: janeiro de 2011 ONU Mulheres, que estará em pelo funcionamento operacional em Janeiro de 2011, foi criada pela Assembleia Geral para tratar desses desafios. Será uma instância forte e dinâmica voltada para as mulheres e meninas, proporcionando-lhes uma voz poderosa a nível global, regional e local. Vai melhorar, e não substituir, os esforços de outras partes do sistema das Nações Unidas (tais como UNICEF, PNUD e UNFPA), que continuam a ter a responsabilidade de trabalhar pela igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em suas áreas de especialização. ONU Mulheres terá duas funções principais: irá apoiar os organismos intergovernamentais como a Comissão sobre o Status da Mulher na formulação de políticas, padrões e normas globais, e vai ajudar os Estados-membros a implementar estas normas, fornecendo apoio técnico e financeiro adequado para os países que o solicitem, bem como estabelecendo parcerias eficazes com a sociedade civil. Também ajudará o Sistema ONU a ser responsável pelos seus próprios compromissos sobre a igualdade de gênero, incluindo o acompanhamento regular do progresso do Sistema. O Secretário-Geral Ban Ki-moon nomeará uma SubSecretária-Geral para dirigir o novo órgão. Aguarda sugestões dos Estados-Membros e parceiros da sociedade civil para definição do nome. A Subsecretária-Geral será membro de todas as instâncias superiores de decisão da ONU e apresentará relatórios ao Secretário-Geral. Missão e orçamento O orçamento da ONU Mulher será formado por contribuições voluntárias, enquanto que o orçamento regular da ONU vai apoiar o seu trabalho normativo. Pelo menos $ 500 milhões - o dobro do orçamento atual combinado de DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM - tem sido reconhecida pelos Estados-Membros como investimento mínimo necessário para a ONU Mulheres. “ONU Mulheres terá um discurso forte e unificado em prol de mulheres e meninas de todo o mundo. Estou ansioso para ver esta nova entidade em funcionamento para que nós - mulheres e homens - possa avançar em conjunto em nossos esforços para alcançar os objetivos de igualdade, desenvolvimento e paz para todas as mulheres e meninas, em todos os lugares ", disse o secretário-geral adjunto Asha-Rose Migiro. A resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas de criação da ONU Mulheres também abrange questões mais amplas relacionadas à ONU, estabelecendo uma nova abordagem para o financiamento de operações de desenvolvimento das Nações Unidas, agilidade ao trabalho dos organismos da ONU e melhoria dos métodos de avaliação dos esforços de reforma. Contato da imprensa: Charlotte Scaddan, +1 917-367-9378, scaddan@un.org <mailto:scaddan@un.org> Acesse o site www.unwomen.org <http://www.unwomen.org/>; Clique nos links e confira também: Declaração do Secretário-Geral da ONU < http://www.unwomen.org/2010/0...; (em Inglês) Declaração da Diretora-Executiva do UNIFEM, Inés Alberdi < http://www.unifem.org.br/site...; (em Português) Resolução da Assembleia Geral da ONU sobre a criação da ONU Mulheres < http://www.un.org/ga/search/v...; (em Inglês) Fonte: Agência Carta Maior... << onu  mulheres  gênero  empoderamento  Rede de Mulheres da AMARC Brasil 06/07/2010 11:17 0
Lielle Serafim
Lielle Serafim
Governo registra 169 mil denúncias de agressões a mulheres em 2008 Um levantamento do governo federal aponta que 169 mil denúncias de agressões contra mulheres foram registradas no Brasil no ano passado. De acordo com os dados, calculados com base nas denúncias... ver mais Um levantamento do governo federal aponta que 169 mil denúncias de agressões contra mulheres foram registradas no Brasil no ano passado. De acordo com os dados, calculados com base nas denúncias feitas por telefone e nas ocorrências policiais, as mulheres são vítimas de 97,1% das agressões, sendo que a maioria delas (64,9%) é agredida diariamente dentro de casa. Os números da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres mostram que os principais agressores são os maridos ou companheiros, que respondem por 63,2% dos casos. O levantamento destaca também que, em mais da metade das agressões (67,2%). eles estavam bêbados ou drogados. A maioria das vítimas tem entre 20 e 40 anos e não depende financeiramente do agressor. Segundo o psiquiatra Raphael Boechat, as vítimas de agressões necessitam de tratamento psiquiátrico. Para ele, só com acompanhamento medico a pessoa consegue entender o porquê de ela estar se submetendo repetitivamente a situações humilhantes. A delegada da mulher Sandra Gomes Melo diz que o perfil das mulheres agredidas é o de uma pessoa que nutre afeto pelo autor e muitas vezes não quer prejudicá-lo. "O que ela menos quer é ver o autor preso. Ela na verdade quer que ele pare de agredi-la", afirmou Sandra. ?Ela acaba por dar uma nova chance ao autor. Então, há uma chance de ela voltar a ser agredida?, completou. Sandra Gomes Melo acrescentou que o fenômeno da violência contra a mulher é verificado em todas as classes sociais, com agressores e vítimas com graus intelectuais diversos. ?Muitas vezes ela não quer prejudicá-lo. A única coisa que ela quer é fazer com que acabem as agressões?, explicou a delegada. A lei prevê de três meses a três anos de cadeia para o agressor. A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres alerta denunciar é a melhor maneira para combater as agressões. Fonte: www.G1.globo.com... << agressão  mulheres  denúncias  Questão de gênero 10/01/2009 10:56 0
Clara Araújo
Clara Araújo
Ataques à Faixa de Gaza já mataram 275 crianças e 85 mulheres, diz Unicef O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou nesta terça-feira (14) que, até o dia anterior, pelo menos 275 crianças e 85 mulheres haviam morrido vítimas dos ataques de Israel a... ver mais O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou nesta terça-feira (14) que, até o dia anterior, pelo menos 275 crianças e 85 mulheres haviam morrido vítimas dos ataques de Israel a Gaza. Já segundo o chefe dos serviços de emergência de Gaza, Muawiya Hassanein, desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro de 2008, 919 palestinos já morreram, incluindo 277 crianças, 97 mulheres e 92 idosos. Os ataques deixaram ainda 4.100 palestinos feridos. Do lado de Israel, são 14 mortos - 4 civis alvejados por foguetes em Israel e 10 militares mortos em confrontos. A representante do Unicef nos Territórios Palestinos, Patricia McPhillips, disse que não há nenhum lugar seguro para as crianças e suas famílias na região de Gaza. FONTE:G1 LINK: http://g1.globo.com/Noticias/...... << palestina  israel  guerra  criança  unicef  Direitos Humanos 13/01/2009 11:30 2
Clara Araújo
Clara Araújo
Brasil pode levar 87 anos para igualar salários de homens e mulheres O estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado ontem (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que, se as políticas de igualdade de gênero não forem... ver mais O estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado ontem (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que, se as políticas de igualdade de gênero não forem aceleradas, serão necessários 87 anos para igualar salários de homens e mulheres. A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, comemorou a redução das desigualdades entre homens e mulheres, mas reconheceu que é preciso acelerar o ritmo de implementação das políticas. “Desde as últimas Pnads [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios], temos tido notícias boas e más em relação às desigualdades das mulheres. A boa é que existe redução das desigualdades no Brasil. A mais importante seria que diminuiu a diferença salarial entre homens e mulheres”, disse a ministra. “A má é que a velocidade não é a que queremos. Se fizermos uma regra de três simples, projetando os dados da Pnad para o futuro, levaríamos 87 anos para superar a diferença salarial entre homens e mulheres”, lamentou. Na avaliação do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, as desigualdades de gênero estão diminuindo no país, mas ainda são “acentuadas”. Segundo ele, a diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho são conseqüência dos modelos agrícola e pecuário que o país viveu no passado. Para acabar com as desigualdade, disse Pochmann, é preciso que as políticas afirmativas sejam de Estado, portanto, contínuas, e não apenas de governos. O estudo analisou 11 blocos temáticos sociais para traçar um perfil das desigualdade de raça e gênero no país. Entre os aspectos analisados estão mercado de trabalho, população, saúde, habitação e Previdência Social. FONTE: Agência Brasil LINK: http://www.agenciabrasil.gov....... << mulheres  salário  igualdade  emprego  Questão de gênero 17/12/2008 10:08 3
Adriana Maria
Adriana Maria
Entrevista com Nilcéa Freire- ministra da Secretaria de Políticas para as mulheres Entrevista com a ministra de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire Confira aqui Entrevista com a ministra de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire Confira aqui Nenhuma Rede de Mulheres da AMARC Brasil 30/06/2010 15:19 0
Agência Radiofônica Pulsar
Agência Pulsar
Produções radiofônicas da Améria Latina falam sobre a situação da mulher O Giro Comunitário da última edição da Radiorevista Comunidade em Rede trouxe trechos das programações enviadas para a Rede de Mulheres da AMARC... ver mais O Giro Comunitário da última edição da Radiorevista Comunidade em Rede trouxe trechos das programações enviadas para a Rede de Mulheres da AMARC América Latina e Caribe. A cobertura especial para o 8 de março, contou com 24 horas fde programas feitos por vozes femininas de vários países da América Latina. A reportagem também apresenta o 8 de março do Centro das Mulheres do Cabo, organização Pernambucana que completa 25 anos de existência em 2009. Elas lançaram a caravana lilás e vocÊ conhece essa história a partir do link http://www.radiotube.org.br/i... No mesmo endereço você conhece a edição completa da Radiorevista Comunidade em Rede nº23, da Agência Pulsar.... << pulsar  mulheres  Questão de gênero 02/04/2009 12:39 0